Após dizer que pararia queima de máquinas de garimpo, chefe do Ibama no PA é demitido

GUSTAVO URIBE
**ARQUIVO***ANÁPOLIS, GO, 04.09.2019: O presidente Jair Bolsonaro participa de cerimônia de recebimento da aeronave KC-390, da Embraer, pela Força Aérea Brasileira, na Base Aérea de Anápolis. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo Jair Bolsonaro demitiu na tarde desta terça-feira (10) o novo superintendente regional do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) no Pará, o coronel da Polícia Militar Evandro Cunha dos Santos.

A exoneração, assinada pelo ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente), será publicada na edição de quarta-feira (11) do "Diário Oficial da União". O servidor público foi afastado por ter feito uma declaração sem respaldo do governo federal. 

Em audiência pública, na segunda-feira (9), ele havia dito que recebeu ordem para interromper a queima de veículos que são flagrados pela fiscalização do órgão federal cometendo crimes ambientais na Amazônia. 

Para fiscais do Ibama, a fala de Santos colocava em risco servidores do órgão atualmente em operação no município de Altamira, campeão de desmatamento e de focos de incêndio no país. 

Desde o dia 27, o órgão ambiental embargou ali quase 20 mil hectares e destruiu equipamentos de infratores ambientais, principalmente na Terra Indígena Ituna/Itatá. 

Santos foi nomeado para a chefia do Ibama paraense no último dia 2 pelo ministro Ricardo Salles. 

Na semana passada, fiscais do Ibama fizeram uma grande operação de repressão a garimpos ilegais na floresta nacional do Crepori, no Pará, e queimaram equipamentos, incluindo duas retroescavadeiras, encontrados operando dentro da área protegida por lei.