Após eleição, presidente do Santander diz ter muita confiança no Brasil

O Grupo Santander mantém um otimismo moderado para o Brasil nos próximos anos, além de total confiança nas instituições do país. Foi o que afirmou Ana Botín, presidente do conselho do Grupo Santander, durante o XIX Encontro Santander América Latina, em Madri.

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Perguntada nesta quarta-feira sobre as perspectivas para o próximo governo, três dias após o resultado das eleições presidenciais no país que deu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a executiva disse que o banco possui muita confiança no Brasil. Segundo Botín, as instituições do país são sólidas e o Santander trabalha com todos os governos em todos os países em que opera.

— Trabalhamos com todos os governos em todos os países que estamos, assim como aconteceu em governos anteriores de Lula e com o governo que acaba de terminar. Estamos felizes em seguir colaborando e trabalhando juntos pela inclusão financeira. (...) Seguimos sendo muito positivos sobre o Brasil. Somos moderadamente otimistas, principalmente sobre Brasil e México — disse a presidente do banco.

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Inclusão financeira

A executiva reafirmou ainda a crença nos sólidos sistemas financeiros em todos os países que opera. Segundo Botín, houve ainda um grande avanço em termos de inclusão financeira nos últimos anos em meio à pandemia, com o incremento de 6 milhões de pessoas no sistema bancário formal. A previsão era chegar a 10 milhões até 2025, meta que o banco deve atingir até o final deste ano.

— Queremos um banco digital inclusivo, e estamos fazendo programas para isso. Temos muitos exemplos desses programas no México e no Brasil e estamos avançando em outros países. Temos o objetivo de incluir financeiramente 10 milhões de pessoas, muitas delas mulheres. Não há cliente pequeno para Santander, queremos todos, pequenos, médios e grandes.