Após fala de Bolsonaro, Petrobras diz que não há definições sobre vale-gás

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O presidente Jair Bolsonaro

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras afirmou em comunicado divulgado no final de semana que não possui definições quanto à implementação e ao montante de participação em eventuais programas sociais destinados ao gás de cozinha no Brasil, depois de o presidente Jair Bolsonaro ter dito que a estatal contaria com uma reserva de 3 bilhões de reais para o pagamento de um vale-gás.

Segundo a Petrobras, a empresa segue adotando preços de vendas de GLP alinhados aos mercados competidores e contribui para discussões dentro do Ministério de Minas e Energia em relação a possíveis programas para famílias vulneráveis, mas sem que alguma decisão tenha sido tomada.

"Não há definição quanto à implementação e o montante de participação em eventuais programas. Qualquer decisão estará sujeita à governança de aprovação e em conformidade com as políticas internas da companhia", disse a estatal.

Bolsonaro havia afirmado na noite de sexta-feira, em entrevista ao Programa do Ratinho, no SBT, que a Petrobras conta com 3 bilhões de reais para custear as despesas de um programa de vale-gás voltado à população de baixa renda, embora não tenha fornecido detalhes sobre a formulação da iniciativa ou formas de pagamento.

"O novo presidente da Petrobras, o general (Joaquim) Silva e Luna, está com uma reserva de aproximadamente 3 bilhões de reais para atender realmente esses mais necessitados... Seria um vale-gás, seria o equivalente —no que está sendo estudado até agora— a um bujão de graça a cada dois meses", disse Bolsonaro.

Mais cedo na sexta-feira, reportagem da Reuters havia revelado, citando três fontes com conhecimento do assunto, que o governo federal planeja incluir um vale-gás na reformulação dos programas sociais que será anunciada neste mês, visando compensar o aumento nos preços dos combustíveis.

Em sua nota, a Petrobras afirmou ainda que, "como resultado de sua estratégia e seu compromisso de geração de valor", já distribuiu 10,3 bilhões de reais em dividendos em 2021, sendo 3 bilhões de reais destinados ao acionista controlador --o governo federal.

(Por Gabriel Araujo)

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