Após Flórida e Geórgia, Biden acusa republicanos de 'atacar' direito ao voto no Texas

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discursa na base militar de Langley-Eustis em Hampton, Virgínia, em 28 de maio de 2021

Joe Biden denunciou neste sábado (29) uma lei que está prestes a ser adotada no Texas pelos republicanos, oficialmente com o objetivo de tornar as eleições mais seguras, mas que, segundo o presidente americano, representa um novo "ataque" ao direito de voto e à democracia.

As duas Câmaras do Congresso do Texas chegaram a um acordo sobre a medida, conhecida como "Senate Bill 7", que inclui a proibição de votar em um carro e várias restrições sobre o horário de votação e o voto por correspondência.

As restrições se concentram, sobretudo, nas disposições que facilitam o voto e que foram especialmente populares entre as minorias, inclusive os afro-americanos, um grupo que geralmente apoia os democratas.

Em um comunicado, Biden disse que o estado sulista uniu-se a Geórgia e Flórida, também com maiorias republicanas, para "atacar o sagrado direito ao voto".

"Isto faz parte de um ataque à democracia que temos visto muitas vezes este ano", acrescentou o presidente democrata, dizendo que se dirigia "desproporcionadamente" aos afro-americanos e outras minorias.

"No século XXI, deveríamos facilitar, não dificultar que cada eleitor expresse seu direito ao voto", disse.

Os republicanos argumentam que se trata de tornar mais seguras as futuras eleições.

Eles costumam citar as acusações de fraude que o ex-presidente Donald Trump continua impulsionando, afirmando sem provas que as eleições de novembro, vencidas por Joe Biden, lhe foram "roubadas".

Desde as eleições presidenciais, os projetos de lei que restringem o acesso ao voto se multiplicaram nos estados por iniciativa dos republicanos.

A Geórgia, um estado-chave onde Joe Biden venceu, mas que por quase três décadas votou nos republicanos, foi um dos primeiros a aprovar este texto, em março.

No sábado, Joe Biden voltou a pedir ao Congresso americano que aprove duas leis que supostamente promovem o direito ao voto de todos os americanos. Mas a estreita maioria dos democratas complica sua adoção.

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