Após governo suspender a autorização para reabertura em três cidades, 397 colégios estaduais terão aula nesta terça-feira

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Alunos em frente ao Colégio Estadual Visconde de Cairu, no Méier, Zona Norte do Rio
Alunos em frente ao Colégio Estadual Visconde de Cairu, no Méier, Zona Norte do Rio

A atualização do Mapa de Risco do novo coronavírus no Estado do Rio levou à suspensão da autorização para o retorno às aulas das escolas da rede estadual em três municípios: Macaé, São Francisco de Itabapoana e Carapebus. O levantamento é revisto a cada 15 dias pela Subsecretaria Extraordinária de Covid-19.

O boletim mais recente da pasta passou a considerar em bandeira laranja (risco moderado), além da Região Centro-Sul, a Região Norte fluminense. A classificação de bandeiras de risco leva em consideração a taxa de pacientes diagnosticados com coronavírus, a variação de casos e óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a taxa de ocupação de leitos destinados a SRAG e a previsão de esgotamento de leitos de UTI para SRAG.

De acordo com o governo estadual, a partir desta terça-feira (20), serão 397 escolas estaduais com aulas presenciais em todo o estado. Juntas, essas unidades somam 60,8 mil alunos nas turmas que estão autorizadas a retornar. Os municípios da lista de flexibilização são: Casimiro de Abreu; Duque de Caxias; Italva; Itatiaia; Mesquita; Miracema; Natividade; Nilópolis; Niterói; Piraí; Rio de Janeiro; São Pedro da Aldeia e Seropédica.

Depois de sete meses longe das salas de aula por conta da pandemia do novo coronavírus, uma parte dos estudantes da rede estadual de ensino retornou nesta segunda-feira (19) às escolas. A volta presencial foi apenas para quem está no último ano do Ensino Médio e do Ensino de Jovens e Adultos (EJA) — o restante, só em 2021. A adesão foi baixa: apenas 5% dos estudantes matriculados nestas turmas compareceram aos colégios no primeiro dia.

No Colégio Amaro Cavalcanti, no Catete, Zona Sul do Rio, apenas cerca de 20 alunos das dez turmas de 3º ano retornaram às aulas presenciais ontem. E nem todos vão continuar indo. Lúcio Flávio de Oliveira, de 18 anos, disse que foi à escola só para ver o movimento, mas ele pretende optar por seguir no ensino remoto.

— Não acho que vale a pena voltar porque falta pouco para o ano acabar e não me sinto seguro porque minha mãe tem bronquite e problema de coração — justificou o aluno.

O secretário estadual de Educação, Comte Bittencourt, avaliou o retorno como positivo e afirmou esperar um crescimento do interesse dos alunos nos próximos dias:

— É uma semana de acolhimento, de recomposição das relações. A partir daí, as pessoas vão ganhando mais confiança para retornar.