Após inclusão na lista de procurados da Interpol, prisão de Zé Trovão agora depende da polícia mexicana

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BRASÍLIA — O cumprimento da prisão do bolsonarista Marcos Antônio Pereira Gomes, o Zé Trovão, após a confirmação de que ele está foragido no México, agora dependerá da ação da polícia mexicana e das autoridades daquele país, de acordo com investigadores da Polícia Federal. Por isso, o bolsonarista até o momento ainda não foi preso.

Na quinta-feira, a PF incluiu o nome do bolsonarista na lista de procurados da Interpol, a polícia internacional, após ordem judicial do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Como Zé Trovão está em território estrangeiro, essa ordem internacional de prisão agora precisa ser cumprida pela polícia mexicana. Segundo investigadores, ainda seria necessário uma autorização de um juiz mexicano para validar a ordem de prisão.

Nesta sexta-feira, Zé Trovão ficou em silêncio nas redes sociais. Ao contrário dos outros dias, não divulgou vídeos nem enviou áudios aos seus apoiadores. O GLOBO revelou ontem que as imagens dos vídeos do bolsonarista foram essenciais para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal localizassem o seu paradeiro. Ontem, a defesa de Zé Trovão chegou a dizer que ele cogitava deixar o México para outro país, citando como possível destino os Estados Unidos.

Além de ser necessária uma ação da polícia mexicana, as autoridades brasileiras ainda deverão solicitar ao governo mexicano a extradição de Zé Trovão. Só com a abertura desse processo de extradição é que ele poderia ser enviado de volta ao Brasil para o cumprimento da prisão preventiva determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Esse processo de extradição, porém, tem diversos trâmites burocráticos e deve levar algum tempo para ser finalizado.

Segundo investigadores, outra opção a ser analisada seria pedir ao departamento de imigração do México que deportasse o bolsonarista, para que a sua prisão fosse efetivada em solo brasileiro.

A Polícia Federal possui um delegado em atividade no solo mexicano, na função de adido, que está acompanhando o assunto.

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