Após intervir em Petrobras, Bolsonaro diz que vai 'meter o dedo na energia elétrica'

Eliane Oliveira
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BRASÍLIA - Depois do setor de óleo e gás, o presidente Jair Bolsonaro sinalizou na noite deste sábado, em conversa com apoiadores na porta do Palácio da Alvorada, que pretende fazer algum tipo de interferência no setor elétrico. Bolsonaro voltou a criticar a política de preços da Petrobras, repetiu a tese de que queriam derrubá-lo na pandemia e avisou, sem entrar em detalhes, que vai "meter o dedo" na energia elétrica.

— Assim como diziam que queriam me derrubar na pandemia fechando tudo, agora resolveram atacar na energia. Vamos meter o dedo na energia elétrica, que é outro problema também — afirmou.Jair Bolsonaro criticou duramente a gestão de Roberto Castello Branco, substituído pelo general Joaquim Silva e Luna como presidente da Petrobras. Deixou clara sua discordância com a política de preços da estatal e disse que o reajuste de 32% no preço do óleo diesel foi "covardia".— Parecia exorcismo quando eu falei que não ia prorrogar por mais dois anos o mandato do cara [Castello Branco] lá. Compromisso zero com o Brasil. Nunca ajudaram em nada. Não é aumentando preço de acordo com o petróleo lá fora e o dólar aqui dentro. É mais do que isso. A preocupação é ganhar dinheiro em cima do povo. Não justifica 32% de reajuste no diesel no corrente ano. Ninguém esperava essa covardia desse reajuste agora. Ninguém quer interferir, assim como não interferi na Petrobras, mas estão abusando — disse o presidente.