Após kombi enguiçar, noivos ganham carona do Segurança Presente para chegar à igreja

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Diz a tradição que o noivo ver a noiva antes da cerimônia traz má sorte para a união. Não se sabe o que de fato pode acontecer para quem quebra a superstição, mas um casal de Niterói, Região Metropolitana do Rio, decidiu arriscar e viveu momentos de sufoco pouco antes de se casar na manhã deste sábado, dia 25. Os dois estavam juntos a caminho da igreja em uma kombi personalizada quando, de repente, o veículo enguiçou na Estrada Caetano Monteiro, em Pendotiba. Parecia ser a concretização dessa crendice popular. Felizmente, só parecia.

Enquanto o noivo, de terno, empurrava a kombi no meio da pista, a noiva, de vestido branco, chorava dentro do veículo. Ela tinha certeza que perderia a hora do casamento. Mas a salvação veio graças a uma equipe do programa Segurança Presente de Niterói que patrulhava a região. Os agentes viram a cena e ofereceram a ajuda de levá-los até a Igreja Lagoinha, onde aconteceria um casamento comunitário.

A história foi postada nas redes sociais do Segurança Presente e chamada de "chegada triunfal". Em pouco mais de 24 horas, já são mais de cem comentários e curtidas. "Que legal, sempre fazendo a diferença. Parabéns a todos!", postou uma internauta. Outros usuários das redes também destacaram a ação dos agentes: "Que chegada diferenciada. Parabéns pela belíssima atitude", "O ato de servir prevalece mais uma vez" e "Exemplo de 'cidadania presente'".

Houve ainda quem decidiu brincar com a situação, alegando que o fato da kombi ter quebrado a caminho da cerimônia era um alerta divino: "Deus tentou ajudar. APMERJ atrapalhou", disse um internauta, que foi seguido por outros no mesmo tom: "Deus agindo no livramento, e os agentes não entenderam" e "Os noivos não souberam ler os sinais" foram os comentários publicados no Instagram do programa

Na postagem que viralizou, o programa ainda destacou que "toda noiva se atrasa para subir ao altar", mas que "chegar na porta da igreja em uma viatura do Segurança Presente é para poucas".

Há duas teorias que buscam explicar essa tradição. A primeira conta que, na época em que os casamentos ainda eram arranjados pelas famílias dos noivos, os pais tinham a preocupação de fazer o possível para que o futuro casal não se encontrasse antes do combinado, afim de evitar a desistência caso eles não gostassem um do outro. Assim, criou-se o famoso costume popular que dura até os dias de hoje.

Já a segunda hipótese explica que essa superstição foi inventada pelas futuras sogras, como uma forma de evitar a decepção e a vergonha ao verem suas filhas abandonadas no altar. Dentro dessa teoria, o noivo desistiria ao se dar conta da seriedade do compromisso no momento em que vê a noiva entrando na igreja para o casamento.

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