Após massacre de 1,4 mil golfinhos em único dia, Ilhas Faroe limitam caça a 500 animais por ano

Autoridades das Ilhas Faroe, que pertencem à Dinamarca, decidiram limitar a caça à golfinhos para 500 espécimes ao ano. A decisão vem após o massacre de 1,4 mil animais da espécie no ano passado, durante um evento tradicional, provocar forte reação na comunidade internacional.

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A decisão de reduzir o número de animais que podem ser mortos deve durar por pelo menos dois anos. A caça de mamíferos marinhos é uma tradição local do território autônomo dinamarquês, conhecida como Grindadrap.

Um abaixo-assinado pedindo o fim da prática reuniu 1,3 milhão de assinaturas e foi submetido ao governo local.

A morte de 1.423 golfinhos em 14 de setembro de 2021 foi a maior a acontecer em um único dia nas ilhas. O massacre chamou a atenção de entidades protetoras dos animais.

Imagens registradas pelo grupo Sea Shepherd, que tem feito campanha para impedir a tradicional caça de golfinhos e baleias, mostram homens segurando os animais e dando facadas enquanto os bichos se debatem até a morte.

Na época, as cenas causaram revolta até adeptos da prática. O presidente da Associação Faroese de Caça, Hans Jacob Hermansen, disse à emissora local que ficou chocado com o evento. E declarou que a matança vai ajudar a “destruir todo o trabalho que fizemos para preservar a caça tradicional".

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