Após ministro dizer que 'flanelinha' no Leblon ganha R$ 4 mil, confira outras declarações polêmicas de integrantes do governo

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O ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, causou surpresa nesta semana ao dizer, na terça-feira (dia 30), que um guardador de carros nas ruas do Leblon, na Zona Sul do Rio, ganharia até R$ 4 mil por mês. A frase foi dita ao ser questionado sobre a taxa de trabalho informal no país. O ministro argumentava que há, sim, um grande número de pessoas na informalidade e que a análise deve levar em conta as diferenças regionais. Mas citou uma renda irreal para a grande maioria dos brasileiros, mesmo num grande centro urbano. Sua fala foi mais uma a causar desconforto. Desde a posse, o presidente Jair Bolsonaro e integrantes do governo têm feito declarações polêmicas. Confira algumas delas:

ROGÉRIO MARINHO

Durante evento da indústria da construção, ao analisar a informalidade no país:

— Um flanelinha no Leblon ganha R$ 3 mil, R$ 4 mil por mês, o flanelinha, mas alguém que tá em Jucurutu no interior do meu estado (Rio Grande do Norte) tangendo animais, ganha R$ 200. É uma realidade completamente diferente, as pessoas têm que compreender isso para poder entender o país.

JAIR BOLSONARO

Em viagem ao Maranhão quando bebeu refrigerante rosa:

— Agora eu virei boiola igual maranhense, é isso? Olha o guaraná cor de rosa do Maranhão ai ó. Quem toma esse guaraná vira maranhense.

No dia que o Brasil registrou 904 casos acumulados e 11 mortes:

— É só uma gripezinha.

Sobre a Covid quando o Brasil tinha 2.915 casos acumulados e 77 mortes:

— Brasileiro pula em esgoto e não acontece nada

Quando o Brasil já alcançava 40.616 casos acumulados e 2.584 mortes:

— Eu não sou coveiro.

Na época em que foram contabilizados 72.149 casos e 5.050 mortes:

— E daí, quer que eu faça o quê?

Na ocasião em que o Brasil já tinha 162.829 mortes por Covid:

— País de maricas.

PAULO GUEDES

Após ouvir do deputado Zeca Dirceu (PT-PR) que seria "tigrão" com os aposentados e "tchutchuca" com privilegiados em reunião da CCJ da Câmara dos Deputados:

— Tchutchuca é a mãe, é a vó.

Em evento com empresários em Fortaleza (CE), após Bolsonaro fazer um comentário ofensivo contra a primeira-dama francesa, mulher do presidente Emmanuel Macron.

— É feia mesmo.

Em discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos:

— As pessoas destroem o ambiente para comer, e essas pessoas podem ter outras preocupações que diferem daquelas das pessoas que já destruíram o ambiente para comer.

Em palestra na Fundação Getulio Vargas (FGV):

— O funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação, além de ter estabilidade na carreira e aposentadoria generosa. O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita.

No Seminário de Abertura do Ano Legislativo da Revista Voto, após o dólar atingir R$ 4,35:

— Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vamos importar menos, fazer substituição de importações, turismo. (Era) todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para a Disneylândia, uma festa danada.

Em vídeo de reunião ministerial tornado público pelo ministro Celso de Mello, do STF:

— Nós vamos ganhar dinheiro usando recursos públicos pra salvar grandes companhias. Agora, nós vamos perder dinheiro salvando empresas pequenininhas.

— Nós já botamos a granada no bolso do inimigo. Dois anos sem aumento de salário (dos servidores). Era a terceira torre que nós pedimos pra derrubar. Nós vamos derrubar agora, também. Isso vai nos dar tranquilidade de ir até o final. Não tem jeito de fazer um impeachment se a gente tiver com as contas arrumadas, tudo em dia. Acabou! Não tem jeito. Não tem jeito.

Em reunião com empresários sobre a prorrogação do auxílio emergencial:

— Se falarmos que vai ter mais três meses, mais três meses, mais três meses, aí ninguém trabalha. Ninguém sai de casa e o isolamento vai ser de oito anos porque a vida está boa, está tudo tranquilo. E aí vamos morrer de fome do outro lado. É o meu pavor, a prateleira vazia.

Em reunião do Conselho de Saúde Suplementar, sem saber que estava sendo gravado:

— O chinês inventou o vírus e a vacina dele é menos efetiva que a do americano. O americano tem cem anos de investimento em pesquisa. Então os caras falam: 'qual o vírus? É esse? tá bom'. Decodifica, tá aqui a vacina da Pfizer. É melhor do que as outras.

— Houve excessos no Fies. É verídico. O porteiro do meu prédio um dia me falou: 'Doutor Paulo, meu filho fez vestibular para uma faculdade privada, e olha a carta que recebi'. A carta dizia 'parabéns, o senhor foi aprovado com média...' e tinha um espaço. Era uma carta padronizada. E no espaço a média zero. Então claramente houve excessos.

DAMARES ALVES

Em vídeo em que comemorava sua posse na pasta:

— Atenção, atenção: é uma nova era no Brasil! Menino veste azul, e menina veste rosa.

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