Após "morte cerebral" e problemas com Trump, líder da Otan propõe reformas para a aliança do Atlântico

Robin Emmott
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Por Robin Emmott

BRUXELAS (Reuters) - O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, apresentará na quarta-feira planos de reforma para modernizar a aliança após quatro anos de atrito com Washington e para enfrentar importantes desafios, como a ascensão militar da China e a Rússia como adversária.

Após confronto retórico entre Washington e seus aliados durante a presidência de Donald Trump, Stoltenberg apresentará oito áreas onde a Otan poderia se modernizar a médio prazo, desde a postura em relação às mudanças climáticas até o financiamento mais sustentável de operações militares, disseram dois funcionários de alto escalão à Reuters.

As propostas de reforma, que os líderes da Otan devem debater em uma cúpula em Bruxelas planejada para o final deste ano, visam convencer o sucessor de Trump, Joe Biden, a apoiar firmemente a Organização do Tratado do Atlântico Norte e apaziguar aliados frustrados com o que eles dizem ser o fracasso da aliança em se coordenar politicamente.

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse no final de 2019 que a Otan estava "passando por morte cerebral" depois que a Turquia, membro da aliança, lançou uma ofensiva contra os rebeldes apoiados pelos EUA na Síria.

"Temos uma oportunidade única de reenergizar e fortalecer o vínculo transatlântico", disse Stoltenberg a repórteres na segunda-feira, referindo-se ao processo de reforma como "Otan 2030".