Após mudança na Anvisa, governo negocia aquisição de 30 milhões de doses das vacinas Sputnik V e Covaxin

Victor Farias
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BRASÍLIA — O Ministério da Saúde afirmou nesta quarta-feira que vai se reunir na sexta-feira com representantes do instituto russo Gamaleya, fabricante da vacina Sputinik V, e do laboratório indiano Bharat Biotech, fornecedor do imunizante Covaxin, para negociar a aquisição de mais 30 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. A expectativa da pasta é ter acesso aos imunizantes ainda em fevereiro.

A decisão de negociar com os dois fabricantes ocorre no mesmo dia que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) retirou a obrigatoriedade da apresentação do estudo da fase 3 para solicitar a autorização emergencial do uso de vacinas contra o novo coronavírus.

De acordo com o governo, na reunião serão discutidos os termos contratuais conforme minutas de contrato solicitadas nesta quarta, com as bases das negociações, cronograma de entregas e valores das doses dos imunizantes.

A farmacêutica russa, que instalou uma linha de produção no Distrito Federal, adiantou à pasta que se houver acordo, entre fevereiro e março poderá entregar um total de 10 milhões de sua vacina, que serão importadas da Rússia. E que a partir de abril passará a produzir mensalmente IFA e 8 milhões de doses no Brasil.

Com a mesma expectativa de êxito nas negociações, outros 8 milhões da Covaxin poderão ser entregues em fevereiro pela companhia da Índia, que afirmou ter condições de entregar mais 12 milhões de sua vacina no mês seguinte.