Após mudança de regra, taxa de juros no cheque especial permanece abaixo do limite

Gabriel Shinohara
Regra que estipulou limite para a taxa do cheque especial está sendo respeitada

BRASÍLIA - O Banco Central (BC) divulgou nesta terça-feira que a taxa de juros no cheque especial se mantevem em 7,2% ao mês em março. O número é o mesmo de fevereiro.

A redução refletiu uma medida tomada pela autoridade monetária em janeiro que limitou a taxa mensal de juros do cheque especial a 8%, ante uma média de 12% aplicada anteriormente pelos bancos.

Em janeiro, primeiro mês de efetividade da nova regra, os juros já ficaram abaixo do limite, em 7,6%. Já no mês anterior à medida, em dezembro, a taxa era de 10,9% ao mês.

A nova regra reduz o juro do cheque especial, mas permite que os bancos cobrem tarifa pelo limite disponível para clientes, mesmo que esta modalidade de crédito não seja usada.

A resolução do BC que limitou a taxa de juros só afeta o valor remuneratório para os bancos e não outras taxas como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o adiantamento a depositante, que acontece quando uma instituição financeira paga um saldo que não estava previsto anteriormente para o cliente, como um estouro no limite do cheque especial.

Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está em 3,75%. A Selic serve como um guia para que as instituições financeiras decidam os juros que serão cobrados em diferentes modalidades.

Os dados deste mês ficaram estáveis apesar dos efeitos da pandemia na economia, que trazem mais instabilidade e incerteza para os cenários econômicos.

Rotativo

Seguindo a tendência do cheque especial, os juros do cartão de crédito na modalidade rotativa (quando o cliente não paga o valor integral da fatura até a data de vencimento) se mantiveram estáveis.

Os dois meses registraram uma taxa de 12,8% ao mês. Em janeiro, a taxa era um pouco menor, de 12,6%.