Após nove anos, madrasta de Isabella Nardoni pede para ir ao semiaberto

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A defesa de Anna Carolina Jatobá encaminhou à Justiça um pedido de progressão de pena, do regime fechado para o semiaberto. Condenada pela morte da enteada, Isabella Nardoni, 5, ela está presa desde 2008 na penitenciária do Tremembé (a 147 km de São Paulo).

"Ela está ansiosa [para conseguir o semiaberto]. Já cumpriu a pena em regime fechado, não teve problemas durante o cumprimento de pena e tem dois filhos menores para cuidar, que também estão ansiosos [pela saída da mãe]", afirmou o advogado Roberto Podval, que a representa.

Anna Carolina foi condenada em 2010 a 26 anos e oito meses de prisão, por homicídio triplamente qualificado, cometido contra menor de 14 anos. A prisão dela e do marido, Alexandre Nardoni, no entanto, aconteceu em abril de 2008, após decreto da Justiça.

Para ter direito ao regime semiaberto, Anna Carolina teria que cumprir 2/5 da pena, o que corresponderia a cerca de dez anos de prisão. Apesar disso, o fato dela trabalhar na penitenciária reduz esse tempo. Segundo o advogado, a cada três dias trabalhados é um dia a menos na pena.

Como parte da análise do pedido de progressão de pena, Anna Carolina deverá passar por exames psicológicos, que ainda não têm data para acontecer. Podval estima que todo o processo durará em torno de 45 dias.

Caso tenha o pedido atendido, ela terá que trabalhar ou estudar durante o dia para ter a saída permitida, tendo que retornar à penitenciária durante as noites. Seu advogado não informou quais seriam os planos dela. "Vamos primeiro conseguir a progressão de pena", disse ele.

Isabella foi jogada do sexto andar do prédio onde o casal morava com outros dois filhos, na zona norte de São Paulo, no dia 29 de março de 2008. Para a acusação, o ato teria ocorrido após a menina ter sido agredida, sem que eles soubessem que ela ainda estava viva. Os dois sempre negaram as acusações.