Após pedir para supermercados diminuírem lucro, Bolsonaro pede para assessor checar preço do óleo

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Pouco mais de 10 dias após pedir para que supermercados tenham "o menor lucro possível" nos produtos da cesta básica, o presidente Jair Bolsonaro insistiu na solicitação nesta quarta-feira. Durante uma entrevista ao vivo, Bolsonaro chegou a pedir para um assessor ligar para um supermercado para checar o preço do óleo de soja. Ao ouvir que o preço diminuiu, disse que vai "conversar" para que caia mais.

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— Fiz uma reunião há três semanas com todo o pessoal da rede de supermercados. Fiz um pedido para eles para reduzir a margem de lucros dos produtos da cesta básica. E eu, governo federal, zerei todos os impostos federais da cesta básica. Fiz um pedido. A imprensa falou que estava querendo tabelar o preço do óleo. Não é tabelar, meu Deus do céu. Fiz um pedido para eles. Vão atender? Espero que atenda — disse Bolsonaro, em entrevista à rádio Itatiaia.

Neste momento, o presidente dirigiu-se aos assessores que acompanhavam a entrevista e fez um pedido:

— Se alguém puder ligar para o supermercado, que está assistindo aqui, e vê se baixou de R$ 13 o litro do óleo de soja ou não ainda.

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Minutos depois, Bolsonaro foi informado que em uma rede de supermercados de Brasília o preço estava R$ 10,89.

— Vamos conversar de novo para ver se passa para um dígito. Está caro? Está caro, sei disso.

No dia 9, durante evento promovido pela Associação Brasileira de Supermercados, Bolsonaro fez um "apelo" para que os lucros sobre produtos da cesta básica fossem diminuídos.

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— O apelo que eu faço aos senhores, para toda a cadeia produtiva, para que os produtos da cesta básica obtenham o menor lucro possível para a gente poder dar uma satisfação a uma parte considerável da população, em especial os mais humildes — disse o presidente.

Em seguida, no mesmo evento, o ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu que os empresários deixem de aumentar os preços "por uns dois, três meses".

— Travem os preços. Vamos parar de aumentar os preços por uns dois, três meses. Nós estamos em uma hora decisiva para o Brasil — afirmou o ministro.

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