Após pesquisa, PT reafirma candidatura

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Após pesquisa, PT reafirma candidatura

SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Após a divulgação da pesquisa Datafolha neste domingo (15), líderes petistas reafirmaram o plano de manter a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a presidente, enquanto tucanos disseram ver um cenário de "completa indefinição" e Marina Silva (Rede) recebeu o resultado com cautela.

Lula lidera com até 31% nos cenários em que seu nome foi incluído. Sem ele, Marina apareceu empatada à frente com Jair Bolsonaro (PSL). Geraldo Alckmin alcança no máximo 8% das intenções de voto. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

"Para nós o resultado é excelente, pois só mostra consolidação e confiança", afirma Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara dos Deputados.

Ele disse que Lula será inscrito na eleição presidencial no dia 15 de agosto. "Não vamos ter um plano B. Vamos eleger o Lula em primeiro turno e queremos que, quando o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] se debruçar sobre essa matéria, já não seja mais o candidato, mas o presidente."

Petistas criticaram o fato de Lula ter sido incluído em três dos nove cenários pesquisados, e não em todos. O instituto também pesquisou como seria a eleição com nomes cogitados para substituí-lo, como Fernando Haddad e Jaques Wagner.

Marina disse ver o resultado com tranquilidade e que a pesquisa apenas retrata um momento em que o eleitor está fazendo escolhas. Ela critica o risco de polarização do debate político e se declarou "comprometida com o debate e não com o embate".

A campanha de Alckmin afirmou que o eleitor começará a definir o voto em agosto, quando iniciará oficialmente a campanha. "Candidaturas seguras misturam-se a meras possibilidades, criando cenários e números de relevância questionável."

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, entende que o resultado da pesquisa Datafolha mostra o potencial da candidatura do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa à Presidência da República.

De acordo com a pesquisa, a depender de quem são seus concorrentes, o ex-ministro do STF"‚detém de 8% a 10% das intenções de voto.

"A candidatura dele tem potencial muito grande. Inclusive, muito maior se considerarmos que a população ainda não está bem informada sobre candidatura", afirmou Siqueira à reportagem.