Após polêmica gerada por carona em avião de empresário, Lula usa jatinho bancado pelo PT para ir de São Paulo a Brasília

Após a repercussão negativa por ter viajado no jatinho do empresário José Seripieri Júnior para um evento internacional como presidente eleito, o petista eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou uma aeronave alugada pelo PT para ir de São Paulo a Brasília no último domingo.

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Neste fim de semana, ele embarcou num Cessna modelo 560XLS, prefixo PP-IVA, da empresa Millennium Locadora. A assessoria do PT informou que a despesa foi bancada pela legenda. Lula estava acompanhado da mulher, Rosângela da Silva, e do ex-ministro Fernando Haddad. O avião comporta até 9 passageiros.

No mercado, o frete de um voo dessa distância numa aeronave do gênero custa cerca de R$ 50 mil.

Ao longo da campanha presidencial, Lula também usou táxi aéreo para rodar o país. O PT informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a campanha do petista desembolsou R$ 2,68 milhões com despesas desse tipo.

Desta vez, quem prestou o serviço foi a empresa Millennium, sediada em Manaus. Ela também já alugou aeronaves ao ministério da Saúde, pelos quais recebeu R$ 4,78 milhões, para que servidores da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), para prestar atendimentos em áreas indígenas, muitas vezes isoladas.

Viagem ao exterior

No dia 14 de novembro, Lula embarcou no jatinho do empresário José Seripieri Junior para participar da COP-27, no Egito. A notícia gerou desgastes à imagem do petista. Ele foi alvo de críticas por ter aceitado uma espécie de favor do empresário. Na ocasião, os aliados do presidente eleito alegaram que ele pegou uma carona com Seripieri, que também estaria indo para o Oriente Médio.

Bilionário do segmento do ramo da saúde, Júnior é amigo de Lula há pelo menos uma década. Ele foi um dos convidados para o casamento do presidente com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, e costumava ceder a ele sua casa de veraneio em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Em junho de 2020, Júnior chegou a ser preso em uma operação da Polícia Federal que apurava supostos pagamentos ilícitos à campanha do senador José Serra. Ele foi solto quatro dias depois, começou a colaborar com a Justiça e fechou um acordo de colaboração premiada com o procurador-geral da República, Augusto Aras. Na delação, ele se comprometeu a pagar uma multa de R$ 200 milhões.