Após polêmica do Mc Donald's, Burger King é proibido de vender sanduíche sem costela no Distrito Federal

RIO — Depois das polêmicas envolvendo o sanduíche de "picanha" do Mc Donald's, que não tem picanha em sua composição, a rede de fast food Burger King também entrou na mira do Procon do Distrito Federal por propaganda enganosa.

A controvérsia agora está em torno do Whopper Costela, sanduíche da rede que não seria feito de carne de costela suína como o nome indica. A informação de que o produto na verdade é aromatizado levou o Procon, subordinado à secretaria distrital de Justiça, a suspender a comercialização do sanduíche no Distrito Federal.

Depois de proibir a rede McDonald’s de comercializar o MCPicanha em Brasília, na semana passada, órgão determinou que o Burger King tire de circulação o Whopper Costela, pelo mesmo motivo: os sanduíches não têm em sua composição os produtos anunciados pelos estabelecimentos.

Segundo nota divulgada nesta segunda-feira pelo Procon do DF, em ambos os casos a infração é de publicidade enganosa. Apesar do nome, a Whopper Costela não contém o corte costela. Aconclusão se baseia em uma investigação interna por fiscais do órgão.

“A publicidade do produto e as informações de sua composição no site do Burger King trazem o seguinte comunicado: “Hambúrguer produzido à base de paleta suína e aroma de costela”, diz um trecho da nota.

Alvo nas redes

A exemplo do McDonald's, o Burguer King também foi alvo de críticas nas redes sociais por suposta propaganda enganosa nesta segunda-feira.

A mesma página que denunciou o caso do Mc Donald's, que culminou na retirada do McPicanha do cardápio, alertou para o fato de o Whopper Costela ser produzido à base de paleta de porco e com aroma de costela.

O perfil informou que fez uma denúncia ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).

O Whopper Costela é vendido na rede desde o fim de 2021. O Burger King informa que o sanduíche é feito com "hambúrguer de carne de porco com aquele aroma inconfundível de costelinha".

Nas redes sociais, internautas demandaram explicações para a empresa. O GLOBO ainda não conseguiu contato com a rede.

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