Após postagem homofóbica, Corinthians vai receber coletivo LGBT+ no Parque São Jorge

O Globo
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O Corinthians receberá, na próxima sexta, representantes do coletivo Fiel LGBT. O encontro, no Parque São Jorge, ocorrerá após a publicação homofóbica feita pelo clube em seu perfil no Twitter. O objetivo do compromisso é tentar reparar o erro cometido em dezembro e se aproximar do público LGBT+ conhecendo suas ideias e propostas para combater a LGBTfobia.

O convite nasceu depois que o Fiel LGBT publicou uma carta aberta ao Corinthians como forma de repúdio pela postagem homofóbica. No dia 15 de dezembro, o perfil do clube paulista respondeu ao comentário de um seguidor com a foto de um panetone. O doce natalino era uma alusão ao Morumbi, já que o contexto da conversa era a invencibilidade corintiana no clássico contra o São Paulo. O intuito foi dizer que o estádio, assim como o doce, era cheio de frutas.

A mensagem foi apagada pouco tempo depois, mas foi o suficiente para viralizar e repercutir negativamente. Na carta aberta, o Fiel LGBT afirmou que, para ser o "time do povo", o Corinthians precisava antes ser o "time de todos".

A homofobia é um mal ainda longe de ser superado no futebol. Poucas horas após tornar público o convite da direção corintiana para visitar o Parque São Jorge, o Fiel LGBT denunciou uma invasão ao grupo de whatsapp de seus membros. Mensagens racistas, machistas e LGBTfóbicas foram enviadas. De acordo com o coletivo, as medidas jurídicas cabíveis serão tomadas.

"Na madrugada de ontem pra hoje, por volta da meia-noite e meia, nosso grupo de WhatsApp foi covardemente invadido e atacado. Mensagens racistas, machistas e lgbtfóbicas foram enviadas por puro discurso de ódio. Isso tudo após divulgarmos nossa maior conquista até agora, a reunião que acontecerá com o clube nessa sexta-feira e após a matéria sobre as torcidas lgbt. Por essa razão, modificaremos as medidas de segurança para contato conosco pelas redes sociais, bem como tomaremos as medidas cabíveis relacionadas a crime cibernético! Apesar do susto, o ataque de ontem não nos intimida nem vai nos paralisar, ainda que a gente viva no país que mais mata LGBTS no mundo. O discurso de ódio e a covardia daqueles que acreditam que estão "a salvo" na Internet e que por isso podem cometer a violência que bem entendem só demonstra o quanto precisamos nosso DIREITO DE TORCER assegurado! Não vamos recuar", publicou o coletivo.