Após pressão, câmara de São Gonçalo arquiva proposta que aumentava salário do prefeito

André Coelho
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RIO — A câmara de vereadores de São Gonçalo arquivou nesta terça-feira (29) o projeto que aumentava o salário do prefeito e do vice-prefeito em 30% e dos secretários municipais em 45%. Caso fosse aprovada, a proposta faria com que o salário do chefe do executivo municipal saltasse dos atuais R$ 20,8 mil para R$ 27 mil. A medida gerou indignação nas redes sociais, e a câmara acabou suspendendo a sessão extraordinária marcada para o penúltimo dia da atual legislatura.

A sessão que votaria o reajuste foi marcada para as 15h, mas durou pouco menos de cinco minutos. O presidente da câmara, Diney Marins (Cidadania), suspendeu a votação e arquivou o projeto. A sessão foi transmitida nas redes sociais da câmara, onde dezendas de comentários contrários ao reajuste foram publicados.

Vereador eleito pelo PSOL e segundo mais votado da cidade, Professor Josemar acompanhou a sessão e destacou a pressão feita pelos moradores e servidores do município para que o aumento não fosse aprovado. Segundo ele, os funcionários da prefeitura estão há seis anos sem reajuste:

— Acho um absurdo total. Uma falta de sensibilidade política e social. A pressão popular fes a diferença. É uma questão que poderia ser legal, mas é imoral — afirmou.

Caso a proposta fosse aprovada, o salário do vice-prefeito subiria de R$ 13,8 mil para R$ 18 mil, e o dos secretários municipais saltaria dos atuais R$ 11,5 mil para R$ 16,6 mil.

Reajuste em Niterói

Além de São Gonçalo, o reajuste no salário do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais também está em pauta na vizinha Niterói, onde vereadores se reúnem às 17h em sessão extraordinária. A proposta que será analisada pela câmara aumenta em 10% o salário do prefeito e vice, que passariam de R$ 29,5 mil para R$ 32,4 mil e de R$ 25,9 para R$ 28,5 mil, respectivamente. Os secretários podem ter um reajuste maior, de 34%, passando dos atuais R$ 12,3 mil para R$ 16,5 mil.