Após pressão de conservadores, Mário Frias anuncia verba de R$ 600 milhões para bicentenário da Independência

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BRASÍLIA — O secretário especial de Cultura do governo, Mário Frias, anunciou nessa sexta-feira que lançará uma linha de crédito no valor de R$ 600 milhões para festejar o bicentenário da Independência. Frias fez o anúncio durante a live semanal do presidente Jair Bolsonaro por redes sociais.

— Em homenagem ao nosso bicentenário, [sic] muita gente está falando: ''ah, o que você tá fazendo na cultura''. Então, nós vamos lançar uma linha de R$600 milhões agora através da Ancine [sic] acabou a bagunça na Ancine, que é justamente para gente festejar essa nossa data tão importante, afirmou Frias.

O secretário de Cultura vinha sofrendo pressão dos conservadores para divulgar como vai ser a homenagem dos 200 anos da Independência do Brasil em 2022. Em julho deste ano, Josias Teófilo, diretor do filme “O jardim das aflições” que trata a respeito do guru bolsonarista Olavo de Carvalho, cobrou Frias nas redes sociais.

“Nada foi divulgado até agora, e não existe nem tempo hábil para lançar um edital. Bolsonaro foi eleito para combater o socialismo internacionalista. Aí vem o bicentenário da independência, a data mais importante dos últimos anos para o Brasil, e eles não fazem nada? Não tenho palavras para expressar a vergonha que sinto'', criticou o cineasta.

Embora o governo federal tenha anunciado que vai liberar a linha de crédito, Frias não detalhou como vai ser aplicada a verba para comemoração do bicentenário.

O planejamento para celebrar essa data começou em 2016, ainda na gestão do ex-presidente Michel Temer. Na época, foi criada a Comissão Interministerial Brasil 200 Anos, comandada pelo extinto Ministério da Cultura. Representantes da Casa Civil, da Defesa, da Educação e do Itamaraty formam a comissão, que é chefiada pelo secretário especial da Cultura, nesse caso, por Frias. Segundo o decreto que criou a comissão, os membros têm que se reunir ''“mensalmente em caráter ordinário”.

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