Após prisão, Ciro e Tebet criticam ex-ministro da Educação e atacam Bolsonaro; Lula silencia

Pré-candidatos à Presidência reagiram à prisão do ex-ministro Milton Riberio, na manhã desta quarta-feira, por suspeita de tráfico de influência e corrupção durante sua gestão na pasta da Educação. Ele é acusado de repassar recursos do MEC a prefeituras via pastores lobistas.

O pedetista Ciro Gomes chamou Riberio de “falso pastor” e o acusou de atuar junto com o presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi dada durante entrevista do ex-ministro à rádio Nova Manhã, da Bahia.

— Na educação, a tragédia. O pior investimento na história, as universidades estão fechando as portas e a gente recebe a notícia que estão roubando dinheiro da educação. Um camarada, que é do grupo de falsos pastores, que despachava com o Bolsonaro. Não adianta dizer que foi o pastor. O Bolsonaro que mandou o ministro picareta. O negócio para lavar dinheiro era com barras de ouro — disse.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), por sua vez, usou as redes sociais para comentar sobre o caso. A pré-candidata lamenta que “o que deveria ser prioridade nacional e política de estado virou manchete policial”

“A prisão preventiva do ex-ministro e de lobistas por suspeita de corrupção revela todo desmando que virou a Educação neste governo. O que deveria ser prioridade nacional e política de estado virou manchete policial. Corrupção também é marca desse governo. Nas vacinas, na educação, no orçamento secreto. O Brasil precisa de um novo caminho. É possível fazer diferente”, escreveu.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não se posicionou sobre o caso. No perfil do PT, a sigla compartilhou um vídeo com a fala de Bolsonaro afirmando que colocaria "a cara no fogo" por Milton Ribeiro.

O pré-candidato pelo Avante, deputado federal André Janones (MG), também ironizou:

“Ministro do governo “sem corrupção” preso por corrupção. Taokey? Bom dia”, escreveu no Twitter, imitando bordão atribuído à Bolsonaro.

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