Após prisão de deputado, presidente da Câmara diz que conduzirá o caso com 'serenidade'

Paulo Cappelli
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BRASÍLIA - Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) afirmou nesta quarta-feira que conduzirá "com serenidade" o caso de Daniel Silveira (PSL-RJ), preso após insultar ministros do Supremo Tribunal Federal. E deu a entender que o plenário da Casa é que decidirá a posição da Casa. "Nesta hora de grande apreensão, quero tranquilizar a todos e reiterar que irei conduzir o atual episódio com serenidade e consciência de minhas responsabilidades para com a instituição e a democracia", escreveu em uma rede social.

Dois deputados do núcleo de Lira ouvidos pelo GLOBO afirmaram, em caráter reservado, que a prisão em flagrante de Silveira foi justificada por conta das "ofensas muito graves". E dizem que aconselharão o presidente da Câmara a não articular para retirar Silveira da prisão. O núcleo de Lira, contudo, já espera a pressão de deputados alinhados com o governo para que a Câmara atue para retirar Silveira da prisão.

No Twitter, Lira insinuou que não deverá tomar partido. Disse que a vontade do plenário é "soberana", dando a entender que incluirá os demais parlamentares no processo de escolha.

"Como sempre disse e acredito, a Câmara não deve refletir a vontade ou a posição de um indivíduo, mas do coletivo de seus colegiados, de suas instâncias e de sua vontade soberana, o plenário", escreveu Lira. Na sequência, completou: "(...) Irei me guiar pela única bússola legítima no regime democrático, a Constituição. E pelo único meio civilizado de exercício da democracia, o diálogo e o respeito à opinião majoritária da instituição que represento".