Após prisão de Marcelo Crivella, Eduardo Paes pede para prefeito em exercício seguir com equipe de transição

Felipe Grinberg
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RIO DE JANEIRO, BRAZIL - NOVEMBER 29: Eduardo Paes, candidate for mayor of the city of Rio de Janeiro for the Democratic Party (DEM) gestures after voting in Sao Conrado neighborhood on November 29, 2020 in Rio de Janeiro, Brazil. The city of Rio de Janeiro goes through a second round of municipal elections for Mayor in which Eduardo Paes of the Democratic Party (DEM) faces the current mayor of Rio de Janeiro and candidate for reelection, Marcelo Crivella of the Republicanos (Republicans) party. (Photo by Alexandre Loureiro/Getty Images)
Eduardo Paes no segundo turno da eleição municipal, no dia 29 de novembro (Alexandre Loureiro/Getty Images)

RIO — Após a prisão de Marcelo Crivella (Republicanos) na manhã desta terça-feira, Eduardo Paes (DEM), prefeito eleito do Rio, ligou para Jorge Fellippe (DEM), que assume o município, para a equipe de transição prosseguir nos últimos dias de mandato.

"Conversei nessa manhã com o presidente da câmara de vereadores Jorge Felipe para que mobilizasse os dirigentes municipais para continuar conduzindo suas obrigações e atendendo a população. Da mesma forma, manteremos o trabalho de transição que já vinha sendo tocado", disse Paes em uma rede social.

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Jorge Felippe (DEM) é presidente da Câmara de Vereadores e assumirá interinamente a prefeitura do Rio. O vice-prefeito Fernando Mac Dowell morreu em maio de 2018.

O vereador Jorge Felippe está em seu sétimo mandato na Câmara do Rio. É o atual presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro pela oitava vez consecutiva.

Crivella (Republicanos) foi preso na manhã desta terça-feira. O político era investigado em um inquérito que ficou conhecido como o QG da Propina — um esquema de corrupção que acontecia dentro da prefeitura. Além de Crivella foram presos Rafael Alves, homem de confiança do prefeito e apontado como operador do esquema, e o delegado aposentado Fernando Moraes.

O próximo na linha sucessória da Prefeitura do Rio seria o vice-prefeito, Mac Dowell, eleito na chapa de Crivella em 2016. Ele faleceu aos 72 anos, devido a complicações decorrentes de um infarto agudo do miocárdio. Ele dera entrada na unidade no dia 13 de maio de 2018 e chegou a passar por uma angioplastia coronariana de emergência, mas não resistiu.

Crivella foi preso a três dias do Natal e a nove do fim de seu mandato. O político era investigado em um inquérito que ficou conhecido como o QG da Propina — um esquema de corrupção que acontecia dentro da prefeitura.

Revelada com exclusividade pelo GLOBO em dezembro, a investigação QG da Propina teve como alvo o governo Crivella e está baseada na colaboração premiada do doleiro Sérgio Mizrahy, preso pela operação Câmbio, Desligo no ano passado.

Na delação, homologada pelo Tribunal de Justiça do Rio, Mizrahy se referiu a um “QG da propina” dentro da Riotur e apontou Rafael Alves, homem de confiança do prefeito, como operador do suposto esquema.