Após proposta de aumento no Fundo Eleitoal, Bolsonaro minimiza importância de recursos para campanhas

Gabriel Shinohara
O presidente Jair Bolsonaro discursa em solenidade no Palácio do Planalto

O presidente Jair Bolsonaro relativizou nesta quarta-feira a importância de recusos financeiros para o sucesso em campanhas eleitorais. Na terça-feira, o relator do projeto da lei Orçamentária, deputado Domingos Neto (PSD-CE), propôs aumentar o Fundo Eleitoral de R$ 1,8 bilhão para R$ 3,8 bilhões. Bolsonaro, no entanto, se recusou a entrar no assunto para não ter atritos com o Congresso e afirmou que é o parlamento quem decide esse tipo de questão.

— Não vou entrar nesse detalhe, porque você vai me colocar em confronto com o parlamento. Geralmente, essas questões políticas é o parlamento que decide, raramente é uma participação nossa, do poder executivo. Assim foi meus 28 anos lá dentro, sempre o executivo ficou mais como um assistente nessas questões aí — disse.

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Bolsonaro relativizou a importância dos recursos em uma campanha eleitoral atualmente. Segundo ele, o dinheiro não vai fazer mais diferença, mas sim a confiança do eleitor.

— Acredito que hoje em dia com a tecnologia que nós temos, o dinheiro em si não vai fazer mais diferença. Cargo majoritário, o meu, é mais a confiança que o eleitor tem vendo sua imagem, olhando para você e analisando a sua vida pregressa. Eu já vi deputado gastar R$ 15 milhões numa campanha e não chegar.

Em agosto, na primeira versão do Orçamento encaminhado ao Congresso, o governo previu R$ 2,5 bilhões para o fundo, que ajudará a financiar as campanhas eleitorais para prefeito e vereador no ano que vem. Na semana passada, o Executivo alterou sua proposta para uma previsão de R$ 2 bilhões, porém R$ 1,3 bilhão desse valor viria de emendas parlamentares.