Após protesto de dono da Havan, secretário de Doria diz que não faz 'palanque em velório'

JOANA CUNHA
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***FOTO DE ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 06.08.2019 - O empresário Luciano Hang, dono da Havan, durante cerimônia de lançamento da ID Estudantil, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 06.08.2019 - O empresário Luciano Hang, dono da Havan, durante cerimônia de lançamento da ID Estudantil, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo Doria respondeu à investida do dono da Havan, Luciano Hang, que nesta sexta-feira (12) viajou a Bauru (SP) para protestar contra o fechamento do comércio determinado pelo estado na tentativa de conter a Covid.

“Não faremos palanque em velório”, disse Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional de SP. O tom político no gesto do empresário cresceu quando ele subiu, sem máscara, no carro de som ao lado de Suéllen Rosim, prefeita da cidade.

Nas últimas semanas, Rosim desobedeceu as medidas impostas pelo governo do estado e entrou em escalada retórica com Doria, que disse que ela faz “vassalagem” ao governo Bolsonaro em vez de defender a população do coronavírus.

Segundo Vinholi, a postura de Rosim e Hang desrespeita as famílias que perderam entes queridos. “A prefeita, em horário de trabalho, quando deveria estar lutando pela vida das pessoas, prefere fazer política”, afirma o secretário. Bauru está com 98% dos leitos ocupados.

Desde o início da pandemia, o dono da Havan tem atacado a condução de Doria. O catarinense, que defende a cloroquina, já participou de outros protestos em cidades onde tem pontos de venda. No mês passado, Hang chegou a ser internado após contrair o vírus, e a mãe dele, Regina Hang, morreu com a doença.