Após recomendar adiamento de atos contra o Congresso, Bolsonaro compartilha vídeo de manifestação em Belém

RIO — O presidente Jair Bolsonaro compartilou na manhã deste domingo um vídeo do ato em Belém, no Pará, contra o Congresso Nacional e a favor do governo. O próprio presidente havia recomendado, durante uma live na quinta-feira, o adiamento das manifestações para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. Bolsonaro disse que "já foi dado um tremendo recado para o Parlamento", mesmo tendo dito, anteriormente, que o protesto não seria contra o Congresso.

 

A fala de Bolsonaro foi feita durante transmissão ao vivo em suas redes sociais, ao lado do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Os dois usavam máscaras, assim como a intérprete de libras do presidente.

— O que nós devemos fazer agora é evitar que haja uma explosão de pessoas infectadas. Porque os hospitais não dariam vazão. O sistema não suporta. Daí, problemas acontecem. Pessoal fica apavorado — disse Bolsonaro na quinta-feira.

Na live, Mandetta concordou, afirmou que "esse é o X da questão".

Em seguida, Bolsonaro afirmou que, como presidente da República, precisa "tomar uma posição" sobre as manifestações, ao mesmo tempo que ressaltou não ser responsável pelos atos.

— Como presidente da República, eu tenho que tomar uma posição. Se bem que o movimento não é meu. Uma das sugestões: suspender, adiar. Já foi dado um tremendo recado para o Parlamento.

Ainda falando sobre as manifestações, Bolsonaro disse na quinta ser contra ataques às instituições.

— De minha parte, ninguém pode atacar o Parlamento, o Executivo ou o Judiciário. Se tem pessoas que não estão de acordo com aquilo com o que você acha, tudo bem. Com o tempo, o povo vai depurando. O presidente não tá bem? Troca. 2022 está aí. Com o legislativo é a mesma coisa — afirmou Bolsonaro.

No último sábado, Bolsonaro convocou a população a participar dos protestos, mas ressaltou que não era um movimento contra o Congresso e nem contra o Judiciário.