Após reunião, Bolsonaro e presidente uruguaio defendem flexibilização do Mercosul

Daniel Gullino e Gustavo Maia
·2 minuto de leitura

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro e o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, discutiram nesta quarta-feira uma flexibilização das regras do Mercosul, mas sem entrar em detalhes. De acordo com Bolsonaro, uma reunião está sendo planejada uma reunião entre os presidentes dos quatro países do bloco, do qual também fazem parte Argentina e Uruguai.

Bolsonaro recebeu Lacalle Pou para um almoço no Palácio da Alvorada. De lá, os dois seguiram juntos para o Palácio do Planalto, onde fizeram um pronunciamento para a imprensa, ao lado de alguns ministros brasileiros.

— O Uruguai é um parceiro nosso, é um país importante, integra o Mercosul. Conversamos também da possibilidade de flexibilizar para cada país os seus negócios com outros países — disse Bolsonaro.

Lacalle Pou ressaltou que neste ano completam-se 30 anos da criação do Mercosul e afirmou que é um momento de rever a situação do bloco.

— O próximo passo neste mundo moderno é a flexibilização para que cada país, ainda pertencendo, possa avançar — afirmou o uruguaio.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse que a ideia é realizar um encontro em março com os quatro presidentes do bloco para discutir o que pode ser feito para "redinamizar" o Mercosul. A reunião está sendo considerada para março, justamente o mês em que o bloco foi criado.

— Uruguai, país essencial na nossa parceria dentro do Mercosul, com uma visão muito semelhante à nossa, e que queremos levar para um encontro dos quatro presidentes, também com os presidentes do Paraguai e da Argentina, em março, 30 anos do Mercosul, e ver o que é que pode ser feito para redinamizar o Mercosul, algo que já estamos fazendo, mas para levar mais adiante ainda isso.

Segundo Bolsonaro, o encontro entre os presidentes talvez aconteça em Foz do Iguaçu.

— Essa nossa reunião, com os quatro presidentes, brevemente, também vai ter a parte informal, uma sugestão dele (Lacalle Pou), onde nós possamos ficar mais à vontade para discutir questões internas nossas, bem como do mundo tudo — disse, acrescentando depois: — Possivelmente em Foz do Iguaçu. Possivelmente.