Após reuniões com SPD e conservadores na Alemanha, Verdes e FDP avaliam próximos passos

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Co-líder dos Verdes, Robert Habeck, fala à imprensa

Por Paul Carrel e Alexander Ratz

BERLIM (Reuters) - Os Verdes e o Partido Liberal Democrático (FDP) da Alemanha levarão os próximos dois dias para decidir como procederão com as negociações para formar um novo governo de coalizão, disse o co-líder dos Verdes, Robert Habeck, nesta terça-feira.

O resultado apertado na eleição de 26 de setembro, quando nenhum partido obteve a maioria absoluta, deu início a uma rodada de negociações de coalizão que pode durar meses, com os conservadores e o Partido Social Democrata (SPD) cortejando os dois partidos menores para tentar garantir o poder.

Ao contrário de alguns outros países, onde o presidente ou monarca convida os partidos a entrar em negociações sobre a formação de um governo, na Alemanha cabe aos próprios partidos a iniciativa de encontrar seus parceiros de coalizão.

Os Verdes e o FDP, mais pró-mercado, se reuniram na semana passada antes de realizar suas próprias reuniões separadas com o SPD e os conservadores.

Eles devem agora decidir com qual das siglas desejam negociar formalmente, embora, em teoria, pudessem fazê-lo com os dois em paralelo --pelo menos para começar.

"O FDP e nós certamente avaliaremos as negociações como um todo... vamos dedicar tempo para isso hoje e amanhã", disse Habeck a repórteres depois que os Verdes e os conservadores se reuniram para conversas que ambos descreveram como construtivas.

Habeck não disse quais serão seus próximos passos depois de decorridos os dois dias.

O que está em jogo é a coesão de um novo governo, seu apetite para moldar a maior economia da Europa para a era digital e a extensão da disposição de Berlim de se envolver em questões estrangeiras na medida em que seus aliados gostariam.

Até agora, os dois partidos menores, que estão em lados opostos do espectro político e em desacordo em uma série de questões, têm trabalhado duro para superar suas diferenças.

Merkel, no poder desde 2005, planeja deixar o cargo assim que um novo governo seja formado e permanecerá atuando até que isso aconteça.

(Reportagem adicional de Thomas Escritt)

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