Após saída de Freixo, PSOL diz que não pedirá mandato à Justiça e parlamentares falam em seguir no partido

·1 minuto de leitura

RIO — O PSOL informou nesta sexta-feira, após o anúncio da saída do depputado Marcelo Freixo (RJ), que não pedirá seu mandato à Justiça. Freixo entregou sua carta de desfiliação nesta semana e vai migrar para o PSB ainda neste mês, mas não deve ser acompanhado por outros parlamentares do partido. Em nota, a direção estadual do PSOL disse que decidiu não requerer o mandato de Freixo pela "necessidade da segurança proporcionada pelo cargo de deputado", diante das "permanentes ameaças" recebidas, "além do reconhecimento do papel que ele cumpre no Congresso Nacional".

Como regra, deputados precisam aguardar a janela partidária, que abre em março de 2022, para fazer mudanças de sigla, sob risco de perda de mandato. Freixo, contudo, entrou em acordo com a direção do PSOL para adiantar sua desfiliação e acelerar a montagem de sua pré-candidatura ao governo do Rio. Ele vem defendendo a formação de uma "frente ampla contra o bolsonarismo" com alianças fora da esquerda — incluindo nomes como o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), e o ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) —, o que gerou resistência no PSOL.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos