Após ser empossado na Secretaria-Geral da Presidência, Macêdo defende participação popular

O novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo (PT-SE), foi empossado nesta segunda-feira em solenidade no Palácio do Planalto. Ao assumir o cargo, o deputado federal dividiu espaço no Palácio do Planato com líderes de movimentos sociais e ouviu grito de guerra em defesa do MST. Ex-tesoureiro do PT e aliado de Lula, ele será responsável diretamente pelo acompanhamento e orientação do presidente nas agendas institucionais, diálogo com a sociedade civil e na relação com os órgãos e entidades da administração pública, com o Congresso Nacional e com o Judiciário. Em seu discurso, o novo ministro enfatizou a influência da participação popular nas tomadas de decisão.

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— Quero saudar de coração os movimentos sociais e populares. Sintam-se em casa, porque essa é a casa de vocês. Muito me honra receber a transmissão de cargo de ministro da mão de vocês — disse Macêdo.

Macêdo tem proximidade com a atual presidente do PT, Gleisi Hoffmann. O cargo na secretaria-geral também era cobiçado por advogados do grupo Prerrogativas, mas Lula acabou optando por um nome próximo a Gleisi. Presente ao ato, a presidente do PT foi aplaudida pelo público. Ao criticar as políticas do governo Jair Bolsonaro, Macêdo afirmou que tudo será diferente.

— Vamos recuperar os instrumentos de participação popular no governo. O que se viu no último governo foi o desmonte de participação popular.

Segundo ele, o povo foi às urnas "para acabar com a fome e retomar a participação social".

— Democracia só acontece quando está junto nas tomadas de decisões.

Deputado federal pelo estado de Sergipe desde 2010, Márcio Macêdo já foi tesoureiro da sigla e da campanha de Lula e atualmente é um dos vice-presidentes nacionais. Ele não disputou a reeleição à Câmara em 2022 fato que ressaltou em discurso.

Ao falar aos colegas de partido, contou que estava usando uma gravata presenteada por Lula. Com as cores da bandeira do Brasil, o adereço foi usado pelo presidente na ocasião em que o país foi escolhido sede das Olimpíadas de 2016.

Macêdo é biólogo pela Universidade Federal do Sergipe, ex-superintendente do Ibama, e já foi Secretário Estadual do Meio Ambiente entre 2007 e 2010. No âmbito municipal, exerceu o cargo de Secretário de Participação Popular de Aracaju. Já em 2020, ele perdeu a disputa para prefeitura.

O posto de secretário-geral é um dos mais próximos do presidente da República no dia a dia do Palácio do Planalto.