Após serem soltos, PMs investigados por execuções no Andaraí são afastados das ruas

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Os cinco policiais militares suspeitos da execução de dois homens no Andaraí, na Zona Norte do Rio, na última sexta-feira foram afastados das ruas e deverão ser transferidos da UPP da favela. Eles foram soltos menos de um dia após serem presos, durante a audiência de custódia, na tarde de sábado. A juíza Ariadne Villela Lopes, de plantão na Central de Custódia, em Benfica, acatou pedido do Ministério Público e relaxou a prisão dos PMs. A magistrada citou a "excludente de ilicitude" e alegou que os agentes agiram em "estrito cumprimento do dever legal", ou seja, por serem policiais, não houve crime, pois eles atuaram no cumprimento da função.

Os agentes soltos são os cabos Anderson Ricardo da Silva Giubini, Bernardo Costa de Azevedo, Thiago Lira da Rocha, Jonathan Silva da Visitação e o soldado Marlon Henrique Souza Antunes. Todos integravam o mesmo Grupamento Tático de Polícia Pacificadora (GTPP), unidade operacional da UPP. Desde o dia dos homicídios, a UPP Andaraí elabora propostas de transferências de todos os agentes para outras unidades.

Os cinco policiais foram presos ao prestarem depoimento na Delegacia de Homicídios (DH), em que mantiveram a versão apresentada na 19ª DP (Tijuca), no qual relataram terem sido atacados por criminosos armados na trilha da Rua Borda do Mato, enquanto patrulhavam a região. Segundo os agentes, houve tiroteio e os dois homens morreram a caminho do Hospital Federal do Andaraí, para onde foram levados.

No entanto, após a ocorrência da 19ª DP, fotos dos homens algemados e ainda vivos começaram a circular pelas redes sociais. Em outras, os homens já estão baleados e caídos numa região de mata. Após os relatos na DH, os PMs foram presos.

Moradores do Andaraí ainda acusam os cinco PMs de dispararem na direção de parentes dos mortos. Na sexta-feira, as famílias dos dois homens foram informadas de que seus parentes estavam em poder dos PMs numa área de mata no alto da favela e tentaram chegar ao local. Segundo os relatos, para evitar que as pessoas se aproximassem, os PMs fizeram disparos na direção das famílias. Nenhum parente foi atingido.

Em nota, a PM afirma que "instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as denúncias que apontam indícios de homicídio e possíveis desvios de conduta por parte dos policiais".

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