Após suspensão de velocista em Tóquio, veto ao uso de maconha pode ser revisto pela Agência Mundial Antidoping

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Após reunião de seu comitê executivo em Istambul, na última terça-feira, a Agência Mundial Antidoping (Wada) anunciou que a proibição ao uso de maconha por atletas será reanalisada internamente. Um grupo de estudos iniciará revisão científica em relação à cannabis e seus efeitos no esporte a partir do ano que vem. Enquanto isso, a substância segue proibida ao longo de 2022.

"Depois de receber solicitações de várias partes interessadas, o comitê executivo endossou a decisão do Grupo Consultivo de Espacialistas de iniciar uma revisão científica do status da cannabis em 2022.", disse a agência, em comunicado.

As substâncias derivadas da cannabis estão entre as proibidas pela Wada desde que o órgão elaborou a lista, em 2004. De lá para cá, a agência tem relaxado algumas regras, de forma a apertar as restrições apenas no período de competições.

Mesmo assim, vários atletas, entre eles o ex-nadador norte-americano Michael Phelps, já enfrentaram problemas disciplinares por conta do uso da planta ou de seus derivados. O caso mais recente foi o da velocista dos Estados Unidos Sha'Carri Richardson.

Punida por um mês após testar positivo para o uso de cannabis, Richardson perdeu os Jogos Olímpicos de Tóquio. A atleta de 21 anos era uma das favoritas ao ouro nos 100 metros rasos. A velocista alegou que fez uso da substância para lidar com a morte da mãe, e foi defendida por colegas esportistas, como Patrick Mahomes e Odell Beckham Jr, da NFL, e o ex-campeão do UFC, Tyron Woodley.

"O que é realmente loucura é que isso provavelmente nem vai ser um problema nas próximas Olimpíadas", publicou Myles Garrett, jogador do Cleveland Brows, em seu Twitter.

A repercussão gerou debate sobre as proibições, dada a crescente liberação da substância para uso recreativo e medicinal em alguns países anos após o estabelecimento das regulamentações das agências de controle de dopagem.

Na época da suspensão de Richardson, o presidente da Federação Mundial de Atletismo, Sebastian Coe, apoiou a ideia de uma revisão.

— Este não é um momento irracional para fazer uma revisão. É sensato, nada está escrito sobre pedra. Você se ajusta e ocasionalmente reavalia — afirmou.

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