Após tombo na véspera, Ibovespa abre com alta; dólar cai

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RIO — Após a pior queda em um pregão desde março, a bolsa brasileira tentava se recuperar no início desta quinta-feira, mas longe de compensar as perdas do dia anterior. O mercado financeiro segue atento aos desdobramentos da crise política e seus efeitos para as pautas econômicas enquanto avaliam novos dados de inflação acima das expectativas.

Por volta de 10h05, o índice Ibovespa tinha alta de 0,23% , aos pontos 113.667 pontos

No mesmo horário, o dólar operava com queda de 0,15% ante o real, negociado a R$ 5,3196

No entanto, mesmo que o Ibovespa consiga se manter no campo positivo ao longo do dia, a percepção dos analistas é que o risco político está longe de ser passageiro e deve gerar volatilidade para os ativos financeiros nos próximos meses.

Os constantes confrontos entre o presidente Jair Bolsonaro e os membros de outros Poderes tende a afetar a agenda de reformas e colocar mais dúvidas sobre a resolução para a questão dos precatórios.

Já não se sabe como ficará o acordo que vinha sendo costurado com o Judiciário, a respeito dessas despesas. E essa negociação é o que permite viabilizar a reformulação do Bolsa Família, com um valor maior, sem a necessidade de tramitação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) pelo Congresso.

"O maior impacto para a bolsa é o cenário adverso para qualquer agenda econômica do governo, seja para reformas ou mesmo para melhora do risco fiscal", destcaou a especialista em ações da Clear Corretora, Pietra Guerra.

Inflação acima das expectativas

Segundo dados do IBGE, a inflação subiu 0,87% no mês de agosto em relação a julho, sendo pressionado pelos preços dos combustíveis.

O resultado é bem superior ao teto da meta estabelecida pelo Banco Central (BC), que é de 5,25%, e veio acima da mediada de expectativas do mercado.

Em 12 meses, a alta acumulada é de 9,68%.

Bolsas no exterior

Na Europa, as bolsas operavam mistas. Por volta de 09h15, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres cedia 0,95%. Em Frankfurt e Paris, ocorriam altas de 0,02% e 0,13%, respectivamente.

No continente, o destaque vai para a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

A autoridade monetária anunciou a manutenção de suas taxas referenciais de juros próximas a zero, mas anunciou que as compras de títulos por meio do Programa de Compras de Emergência para a Pandemia se dará de forma mais lenta se comparada a dos dois últimos trimestres.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, caiu 0,57%. Em Hong Kong, houve baixa de 2,30% e, na China, alta de 0,49%.

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