Após três anos, Rio retoma programa de monitoramento de qualidade da areia das praias

Parado há três anos, o monitoramento da qualidade da areia de praias da cidade do Rio voltou a ser realizado nesta segunda-feira (9). Por meio de um convênio entre a concessionária Águas do Rio e a prefeitura, o programa Areia Carioca foi retomado com uma primeira coleta de amostragem na Praia de Copacabana, na altura da Rua Santa Clara. O resultado poderá ser conferido no site da secretaria municipal de Meio Ambiente na próxima sexta-feira (13).

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Em maio de 2019, a secretaria de Meio Ambiente parou de publicar o boletim Areia Carioca, que desde 2010 monitorava quinzenalmente a qualidade da areia em 35 pontos da cidade. Desde então, cariocas e turistas não sabem onde estão pisando quando vão às praias do Rio. Agora, o monitoramento continua sendo realizado a cada 15 dias, mas as coletas serão feitas em apenas 24 pontos das orlas da Zona Sul, Piscinão de Ramos, Ilha do Governador e Paquetá.

— Sustentabilidade e saúde são pilares da Águas do Rio e contribuir para o monitoramento da areia na cidade do Rio de Janeiro passa por isso. Nós já acompanhamos a qualidade da água que chega na casa das pessoas, agora demos um passo além, estamos indo à praia para, com o resultado dessas análises, darmos maior segurança para moradores e turistas — afirmou o presidente da Águas do Rio, Alexandre Bianchini.

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O método de coleta científica funciona com a demarcação do local e recolhimento de cinco amostras que, ao fim, são misturadas. O material final é encaminhado ao laboratório para as análises bacteriológicas. O boletim com os resultados obtidos e a classificação da areia quanto à sua qualidade serão encaminhados para a secretaria de Meio Ambiente. As análises começarão a ser feitas gerando quatro graduações de qualidade: não recomendada, regular, boa e ótima.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Lucas Padilha, destacou a importância da colaboração da população: — A análise da qualidade da areia reforça o compromisso do município com a saúde pública nas áreas de lazer mais democráticas da cidade, as praias. Os dados coletados serão importantes para a fiscalização ambiental.

Já o presidente da Sociedade Amigos de Copacabana, Horácio Magalhães, lembrou que a praia da Zona Sul é uma área de preservação ambiental e comemorou a assinatura do convênio.

— Estávamos desde 2019 sem saber o estado da areia, sem um acompanhamento da situação ambiental da praia, que é uma área protegida. Essa assinatura de hoje é um ganho incomensurável para a qualidade de vida aqui do bairro — afirmou.

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