Após vaquinha virtual, cantora lança álbum inspirado nas fases da Lua

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RIO — A inspiração para criar o álbum “Lunática”, a cantora, compositora, multi-instrumentista e produtora musical Ana Sucha encontrou nas fases da Lua e na influência delas nas marés e nas emoções humanas. O disco autoral, segundo da carreira da moradora do Andaraí, começou a ser gerado em meio à pandemia de Covid-19, em parceria com o amigo Dennis Novaes, músico e compositor. O resultado são oito canções que reforçam a vocação da artista para a MPB.

Mas, para sair do forno, o trabalho contou com a ajuda financeira de amigos, familiares e apreciadores da arte e da história da jovem, de 29 anos, nascida em Brasília, que veio para o Rio em 2011 em busca de dois sonhos: cursar Psicologia na UFRJ e soltar a voz para o público carioca.

— “Lunática” é muito especial porque nasceu e foi produzido na minha casa. Todo o conceito do disco foi montado com o meu melhor amigo, Dennis, que mora comigo. Compomos juntos e agora estamos sonhando em ver esse álbum ganhar a rua, ou melhor, inicialmente, as plataformas digitais de música — diz a artista, que está no Instagram com o perfil @anasucha. — Quanto à faculdade, só falta entregar o TTC (Trabalho de Conclusão de Curso).

No disco, Ana traduz em música os seus sentimentos mais íntimos:

— Eu sou lésbica, então canto o amor entre mulheres e o desejo, além de outras emoções que me impactam, como a ansiedade. O disco trata de um movimento de emoções similar ao que acontece com as fases da Lua.

O encontro da cantora com a sua arte se deu ainda em Brasília, antes mesmo dos tempos de escola.

— Eu batuco nas coisas desde que me entendo por gente, mas comecei a tocar bateria aos 12 anos, no colégio em que estudava. Uns meninos que já tocavam me deram alguma orientação, mas aprendi sozinha mesmo. A bateria é meu instrumento principal, mas também faço som com violão, baixo, teclado e todos os instrumentos de percussão. A música entrou cedo na minha vida, mas só comecei a cantar e a compor com 23 anos — recorda a artista.

Por ora, Ana segue longe dos palcos:

— Desde que a pandemia começou, só trabalho com produção musical. As casas de shows estão abrindo, mas ainda não estou cantando presencialmente. É uma escolha esperar a poeira baixar mais um pouco para retornar em total segurança.

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