Após vazamento de operação, Rogério Andrade desapareceu enquanto participava de campeonato de pesca na Costa Rica

A Operação Calígula estava prevista para ser deflagrada no sábado, dia 7, quando o bicheiro Rogério Andrade desembarcaria no Rio de Janeiro, procedente da Costa Rica. Ele participava de um torneio internacional de pesca de peixe de bico, cuja equipe, a Randra Fishing Team, postava fotos e vídeos da sua participação nas redes sociais. Na véspera do embarque para o Brasil, o bicheiro cancelou a passagem e desapareceu. Para a equipe do Ministério Público do Rio (MP-RJ) responsável pela operação, o sumiço do principal alvo reforça a suspeita de que a Calígula vazou.

O primeiro sinal de que a operação vazou foi dado pela apreensão de uma cópia da denúncia na casa do delegado Marcos Cipriano, preso por atuar numa rede de proteção aos bingos pertencentes a Rogério Andrade e ao sargento aposentado da PM Ronnie Lessa. Os investigadores, porém, constataram que outros alvos foram informados previamente da operação e tiveram tempo de destruir provas e fugir. Os mandados de prisão foram expedidos no dia 6, sexta-feira, um dia antes da data prevista para a operação.

Pelo menos mais dois anos, Gustavo Andrade, filho de Rogério, e Jeferson Tepedino Carvalho, vulgo "Feijão", que seria o gestor de casas de jogos, estavam sendo monitorados até sexta-feira, dia 6, quando desligaram os celulares e desapareceram. Até quinta-feira, os investigadores sabiam que Gustavo estava em casa, onde deveria ser preso.

Na Costa Rica, a equipe Randra (de Rogério Andrade) terminou em quinto lugar na competição “Costa Offshore World Championship”. Nos vídeos postados nas redes, apesar do cuidado dos integrantes em não filmar diretamente o chefe, Rogério aparece em várias passagens dentro do barco. Numa dela, está de óculos e boné e tem a foto curtida pela mulher, Fabíola, que escreve “meu pescador”.

Na terça-feira, a Justiça do Rio de Janeiro havia determinado que o mandado de prisão preventiva de Rogério de Andrade fosse incluído na difusão vermelha da Interpol. A decisão foi tomada pelo juiz Bruno Ruliere, da 1° Vara Especializada do Tribunal de Justiça.

No Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pela investigação no MP-RJ, não restam dúvidas sobre o vazamento, razão pela qual estão abrindo um procedimento específico para apurar as responsabilidades. Eles enfatizaram que toda a investigação foi cercada de cuidados, embora não tenham sido suficientes para alcançar os alvos de surpresa.

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