Após velório no Rio, enterro de Susana Naspolini será em Santa Catarina

Após o velório no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, 27, o corpo de Susana Naspolini será enterrado nesta sexta-feira, 28, em Criciúma, cidade natal da jornalista, em Santa Catarina. O sepultamento está marcado para as 15h desta sexta.

O velório nesta quinta começou ainda pela manhã, às 8h, com previsão de término às 16h, aberto para família, amigos e fãs. A cerimônia foi na igreja do cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Perto do fim do velório, após uma oração, Susana foi ovacionada por uma multidão com aplausos.

Familiares, amigos e colegas de profissão estiveram no velório na Zona Sul do Rio para se despedir da jornalista, que morreu na última terça-feira, 25, aos 49 anos, após lutar contra o câncer. Renata Capucci, jornalista e amiga de Susana, esteve na cerimônia e falou:

— A realização da morte quando acontece é devastadora. Por mais que a gente imaginasse o que ia acontecer… Eu era amiga do Maurício (Torres, de quem Susana era viúva) desde a época do SporTv, um amigo muito querido. Então eu tive essas duas grandes perdas.

Colegas de equipe do "RJTV", o jornal local da Globo no Rio de Janeiro, como Mariana Gross e Mônica Teixeira, também estiveram presentes no velório de Susana. Assim como a jornalista Bette Lucchese, que disse ao EXTRA:

— A Susana é insubstituível. Eu não consigo ver alguém hoje que poderia substituí-la. Ela entendeu como ninguém o negócio e o borogodó carioca, mas ela também respeitava essas pessoas.

A única filha da jornalista, Julia, de 16 anos, permaneceu ao lado da mãe durante todo o vleório. A jovem também é filha de Maurício Torres, que foi casado com Susana e morreu em 2014, aos 43 anos.

Sobrinho da repórter, Felipe Naspolini, falou:

— É uma tragédia. É algo muito triste. A nossa família já tem vindo de muitas perdas. O que a gente quer fazer, ao invés de só chorar pela enorme tragédia, é agradecer por termos tido a Susana.

Serena, Dona Maria, a mãe da jornalista, disse:

— Eu acredito que foi no tempo certo. Talvez ela ficasse com a gente por mais 10 anos, mas sofrendo com dores. Hoje eu fiz as pazes com Deus.

Colega também de profissão, o jornalista Edimilson Ávila contou que sua mulher, Giovane, criou uma forte amizade com Susana, acompanhando-a inclusive nessa última viagem a São Paulo, quando repórter do "RJ móvel" acabou sendo hospitalizada no Albert Einstein.

— Na verdade, eu e Susana éramos vizinhos. Nós morávamos um ao lado do outro, nossos filhos têm a mesma idade e nasceram na mesma maternidade. Nossas famílias saíam juntas todo sábado. Minha esposa desenvolveu uma amizade muito próxima com ela e a acompanhou na viagem para São Paulo — contoi Giovane.

A mulher de Edimilson completou:

— Eu a acompanhei até São Paulo, onde ela descobriu o câncer de fígado. E fiquei com ela até ela falecer. Nós éramos amigas de cafezinho, ficamos próximas assim, ela sempre me mandava áudios convidando.

Susana Naspolini, de 49 anos, morreu na última terça-feira, 25 de outubro. Ela lutava há dois anos contra um câncer na bacia, que já havia feito metástase e se espalhado por vários órgãos. Ela estava internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, há mais de uma semana. A notícia foi dada pela filha dela, Julia, no Instagram da jornalista.

Na sexta-feira anterior, 21 de outubro, Julia pediu orações para a mãe e contou num vídeo postado no Instagram da artista:

"Acabei de conversar com o médico dela. Ele disse que o estado dela é muito, muito grave, gravíssimo. Ela estava com metástase no osso da bacia, tinha se espalhado pela medula óssea desde julho, então ela vem com uma quimioterapia mais forte, que foi o que a fez perder o cabelo. O câncer se espalhou por vários outros órgãos, o fígado está muito comprometido, eles dizem que não sabem mais o que fazer, se tem algo a mais para fazer. O estado dela é muito grave e eu não sei o que fazer. A única coisa que eu consigo pensar em fazer é pedir orações para você".