Após vencer Maiara e Maraísa, dona de 'A patroa' sofre ameaças e perde contratos: 'Covardia'

O celular, Daisy Soares tem achado melhor deixar de lado. Desde que venceu a disputa judicial que impede Maiara e Maraisa e herdeiros de Marilia Mendonça de usarem o título "As patroas", a cantora baiana, que possui o registro do título, viu a vida virar um inferno. Fãs das sertanejas passaram a fazer ameaças. O Instagram da banda foi derrubado. Pressões estão sendo feitas a contratantes da banda de forró.

— É uma covardia, não tenho palavra melhor para descrever o que está acontecendo. Até meus amigos e familiares estão sendo atacados. Eu redobrei os cuidados fora das redes sociais. Minha mãe me liga de meia em meia hora para saber onde estou e preocupada comigo. Estou tentando acalmá-la, ela tem pressão alta, mas ela está em pânico. As pessoas não estão tendo empatia e se colocando no nosso lugar — desabafa Daisy, em entrevista ao EXTRA.

Mais do que abalos na saúde mental, os ataques também estão afetando o bolso. Por cantar forró, época das festividades de São João eram sinônimo de agenda cheia. A repercussão do caso deixou datas dos meses de junho e julho vazias. A queda do Instagram, por conta das denúncias irregulares, a impediu de fazer contatos diretos com outros contratantes e divulgar o trabalho.

— Esse São João está longe do nosso ideal de shows. É um prejuízo grande, uma loucura. Em anos anteriores, um mês antes de junho já sabíamos toda a nossa rota. Eu paguei por esse registro, eu investi nisso, tive a ideia de registrar primeiro. Estou sendo prejudicada por ter ido atrás de um direito meu.

A banda baiana de forró surgiu em 2013 já liderada por Daisy Soares. Hoje, o grupo já conta com 11 CDs gravados e com 15 músicas autorais nas plataformas digitais. Em 2017, 'A Patroa' chegou a cantar no mesmo dia que Marília Mendonça em um festival na cidade de Valença, interior da Bahia.

Maiara e Maraisa e Marília Mendonça tiveram a ideia de lançar o projeto "As patroas" em 2020. De acordo com Daisy, quando soube da tentativa de registro por parte do empresário das sertanejas entrou em contato para poder resolver a situação.

A cantora de forró explica que, sem a autorização do INPI, a turnê das sertanejas não poderia acontecer utilizando a marca "Patroas" e que, por isso, ela foi procurada com pressa para que um acordo fosse firmado. Ainda de acordo com a baiana, nas reuniões que fizeram nada de concreto ficou acordado.

Na decisão de 8 de junho de 2022, o juiz substituto Argemiro de Azevedo Dutra decidiu a favor de Daisy sob pena de multa de R$ 100 mil por cada transgressão:

"Determino que as rés se abstenham de utilizarem, a qualquer pretexto, a marca registrada de titularidade da autora 'A Patroa', seja na forma singular ou plural, em quaisquer serviços, produtos comercializados, publicidades, por meio físico ou virtual (...)", disse o magistrado.

A equipe das sertanejas alterou o nome "As patroas" para "Festa das patroas".

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