Após vitória judicial, Alckmin reajusta bilhete de integração neste sábado

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) favorável ao aumento do valor da integração do Bilhete Único, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que a partir de sábado (15) passarão a valer as novas tarifas para quem utiliza conjuntamente metrô e trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e os ônibus da capital.

O aumento havia sido suspenso pela Justiça no início do ano, e acabou sendo uma derrota para Alckmin.

O reajuste é bem acima da inflação, na integração de ônibus com metrô ou trem (de R$ 5,92 para R$ 6,80) e na modalidade diária (de R$ 16 para R$ 20) e mensal (de R$ 230 para R$ 300).

A alta os valores compensará o congelamento das tarifas unitárias dos trens e metrô. O governador havia decidido manter a passagem unitária em R$ 3,80.

Neste ano, o valor das passagens de metrô e trem, hoje em R$ 3,80, não foi reajustado, segundo decisão tomada pelo governador no fim do ano passado. Na ocasião, o governo optou reajustar apenas as tarifas intermunicipais, após o aliado político de Alckmin, prefeito João Doria (PSDB) reafirmar depois de eleito a promessa feita durante a campanha de que as tarifas da capital seriam mantidas.

As decisões judiciais que barraram o reajuste foram resultado de pedido feito pela bancada do PT na Assembleia Legislativa.

No começo do ano, o STJ havia julgado improcedente o pedido do governo paulista. O governo do Estado recorreu ao STJ para tentar reverter decisão do TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo que havia proibido o reajuste. Ao STJ o governo justificou que, sem o reajuste e com o congelamento das tarifas, teria que arcar com prejuízos no valor de R$ 400 milhões ao ano.