AP escolhe primeira mulher como diretora executiva em seus 175 anos

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NOVA YORK - A agência de notícias Associated Press anunciou que, a partir de 1º de janeiro de 2022, sua nova presidente e diretora executiva será Daisy Veerasingham, a primeira mulher, a primeira pessoa negra e a primeira pessoa de fora dos EUA a liderar a agência de notícias em seus 175 anos de história. Ela sucederá Gary Pruitt, que se aposentará no final do ano, após quase 10 anos no cargo.

Veerasingham, de 51 anos, é a primeira geração britânica de descendência cingalesa (do Sri Lanka). Sua nomeação indica a mudança da agência de notícias, em que 40% da receita da empresa, o dobro do que era há 15 anos, agora é gerada fora dos Estados Unidos.

Ela terá a tarefa de continuar a diversificar as fontes de renda. A AP, afetada pelas mesmas dificuldades financeiras da maior parte da indústria mundial de mídia, registrou US$ 467 milhões em receita no ano passado, queda de mais de 25% em uma década.

“Não há dúvida de que é um ambiente de mídia desafiador e, como muitas outras organizações de mídia, de vez em quando sofremos pressão de receita”, disse Veerasingham em uma entrevista. “Portanto, realmente temos que fortalecer nosso negócio principal na mídia, mas também temos que trabalhar muito para expandir.”

Veerasingham ingressou na AP em 2004 como diretora de vendas da divisão de notícias de televisão, em Londres. Ela foi promovida a diretora de receita em 2019 e tornou-se diretora de operações e vice-presidente executiva da empresa em fevereiro.

Ela também liderou a expansão do negócio de vídeo da AP em uma operação totalmente digital que pode fornecer vídeo ao vivo em uma base multiplataforma.

À medida que o negócio principal da agência de vender notícias para jornais e emissoras começou a encolher, a AP ampliou seus esforços de licenciamento para outras áreas, como empresas e academia.

Também montou uma empresa de licenciamento de fotos e vídeos antigos, este último por meio da compra de uma empresa proprietária de cinejornais antigos.

Em comunicado, Gary Pruitt disse que sentiu que era o momento certo "para passar o bastão".

“Não há melhor pessoa para liderar a AP em seu próximo capítulo do que Daisy, com quem trabalhei de perto na última década”, disse ele.

A agência, que emprega milhares de jornalistas em 250 escritórios em todo o mundo, ganhou seis prêmios Pulitzer sob sua liderança, dois deles este ano, e teve três outros finalistas para o prêmio principal do jornalismo em 2021.

Atualmente, Pruitt trabalha com Veerasingham para encontrar o sucessor de Sally Buzbee para o cargo de editor executivo de jornalismo, uma nomeação prevista para dentro de um ou dois meses. Ela deixou a empresa para substituir Martin Baron como editora executiva do Washington Post.

Assim como Daisy Veerasingham, Buzbee também é a primeira mulher a chefiar o jornal em seus 143 anos.

Uma mulher também à frente da Reuters

Em abril, a agência Reuters nomeou Alessandra Galloni como editora-chefe, também a primeira mulher a ocupar o cargo em seus 170 anos.

Galloni, que supervisionará 2.500 jornalistas em 200 escritórios em todo o mundo, substituiu Stephen Adler, que dirigiu a redação por uma década.

Veterana do Wall Street Journal, Galloni ingressou na Reuters em 2013 em seu escritório no sul da Europa. Desde 2015, ela atuava como editora-gerente global, lidando com o planejamento de notícias.

“Ela foi a candidata de destaque em uma ampla busca global e processo de recrutamento altamente competitivo, que apresentou muitos candidatos internos e externos impressionantes”, disse o presidente da Reuters, Michael Friedenberg, em comunicado.

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