Apaixonado por Olimpíadas, japonês gastou mais de 30 mil euros em ingressos para Tóquio

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RIO — O japonês Kazunori Takishima, de 45 anos, é um fanático por Olimpíada. Desde que assistiu, pela primeira vez, uma competição de patinação artística ao vivo, em 2005, se tornou um torcedor assíduo nas arquibancadas dos Jogos seguintes. Ele esteve em todas as edições nos últimos 15 anos e já estava preparado para este ano, em seu país. Com as restrições da pandemia, no entanto, o empresário espera receber o reembolso pelos 197 ingressos comprados para esta edição.

Ao todo, foram mais de 30 mil euros (cerca de R$ 183 mil) em bilhetes, na esperança de acompanhar o Japão nos Jogos Olímpicos de Tóquio, segundo o portal SIC Notícias. As entradas eram para Takishima, mas também para seus amigos. No entanto, com o estado de emergência declarado na cidade, a competição não terá público, o que acabou frustrando os planos do empresário japonês de estar presente em mais uma edição.

— Demorou muito tempo. Esforço e paixão inacreditáveis. Mas eu estava apaixonado pelos Jogos Olímpicos e, apesar de ter sido difícil e desafiante, gostei do processo de compra dos bilhetes — afirmou Takishima à CNN.

— Tudo o que tenho agora é tristeza e cada vez que olho para os bilhetes, choro — completou o empresário.

Paixão Olímpica

Curiosamente, a relação entre o japonês e os Jogos Olímpicos não começou em uma Olimpíada. A paixão veio em 2005, durante uma competição de patinação artística. Era a primeira vez que ele assistia ao vivo e aquilo o encantou, segundo o SIC Notícias. Logo, Takishima decidiu comprar bilhetes para os Jogos de Inverno de 2006, que aconteceram em Turim, na Itália.

O segredo para que ele fosse definitivamente cativado foi o ouro olímpico conquistado pela japonesa Shizuka Arakawa, na patinação artística. Dali em diante, passou a ser figurinha carimbada no apoio ao seu país.

— Fui lá com poucas expectativas. Mas quando vi Shizuka Arakawa ganhar a medalha de ouro, isso inspirou-me tanto que tenho ido às Olimpíadas desde então — contou à CNN.

Impossibilitado de frequentar as arquibancadas da edição em seu país, o empresário espera, ao menos, apoiar os atletas japoneses à distância.

— É uma grande perda quando a família não pode vir. Por isso, espero que todos os atletas sejam aplaudidos, pelo menos em frente à televisão.

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