Apartamento no Leblon custa R$ 250... no Metaverso

Apartamento no Leblon custa R$ 250... no Metaverso. O ambiente digital funciona de maneira semelhante a um NFT (Getty Image)
Apartamento no Leblon custa R$ 250... no Metaverso. O ambiente digital funciona de maneira semelhante a um NFT (Getty Image)
  • Upland é um jogo do metaverso de compra e venda de locais virtuais;

  • Ele funciona de maneira semelhante ao Banco Imobiliário;

  • Game já vendeu 70 mil terrenos virtuais.

Brincar de Helena em uma novela do Manoel Carlos não é uma tarefa barata. O preço para morar próximo à orla do Leblon, no Rio de Janeiro, é pesado para o bolso da maior parte dos brasileiros. Mas, quem não tiver grana para morar em um dos lugares mais caros do Brasil, pode gastar R$ 250 para comprar um espacinho em um terreno virtual construído para simular o bairro carioca.

A cidade do Rio foi a primeira região fora dos Estados Unidos a fazer parte do jogo Upland, que recria lugares do mundo real no metaverso. O game funciona de maneira parecida com o Banco Imobiliário, no qual você realiza transações dentro da plataforma para adquirir um espacinho.

Esse ambiente digital funciona de maneira semelhante a um NFT (Token Não-Fungível). Depois da aquisição, o dono pode revender o local por um preço maior do que foi desembolsado no momento da compra. Na teoria, seria possível enriquecer nesse mercado imobiliário fictício.

Dois meses após recriar o Rio de Janeiro, o Upland já vendeu 70 mil terrenos digitais distribuídos em 62 bairros da cidade.

Não é difícil participar da 'brincadeira'. Basta ter um email e uma conta no PayPal ou cartão de crédito internacional para começar as compras. Ainda é possível acessar a plataforma com a credencial de visitante. Dessa forma, é preciso ter 6 mil UPXs no bolso, equivalente a US$ 6 (R$ 30).

No bairro criado pelo jogo, o terreno virtual mais barato do Leblon, por exemplo fica na Avenida Ataulfo de Paiva, número 351, apenas a 50 metros da praia. Para 'morar' no local, basta pagar R$ 250 para o proprietário. Ou seja, nada de ter que se mudar para a periferia do metaverso!

Depois, é só passar o protetor solar fictício, fingir que está bebendo uma boa caipirinha e imaginar que está no Leblon (mesmo que ainda esteja na frente de um computador de Itaquera, por exemplo).