Apesar de ameaçarem romper com Freixo, petistas já precificaram candidatura de Molon

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A despeito da ameaça de rompimento entre o PT e o PSB no Rio, sinalizada com o adiamento da convenção estadual petista que formalizaria o apoio a Marcelo Freixo (PSB) na corrida para governador, a candidatura do pessebista Alessandro Molon ao Senado já está precificada pelas duas legendas.

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A avaliação é que já era de conhecimento da Executiva Nacional do PT e do próprio ex-presidente Lula a indicação de que Molon concorreria à vaga única em disputa com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), André Ceciliano (PT).

Por isso, segundo interlocutores de Freixo, Molon e do próprio Ceciliano, a oficialização do pessebista na convenção do PSB na última quarta-feira foi apenas a formalização de um cenário com o qual os petistas vêm trabalhando há semanas.

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Assim, o adiamento da convenção do PT para a próxima semana e o acionamento do grupo de trabalho do partido que analisa a conjuntura eleitoral do Rio são vistos como gestos simbólicos da legenda para enfatizar a insatisfação com a decisão do PSB. E, também, como oportunidade para valorizar o passe da ala fluminense que defende a adesão petista ao ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves (PDT), considerada representativa.

O cenário de aliança com Neves, contudo, é muito improvável a essa altura por conta do arranjo nacional entre PT e PSB e da preferência declarada de Lula por Freixo em função do apoio oferecido pelo pessebista durante seu período na prisão.

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Os dois partidos negociavam um entendimento por uma aposta única ao Senado. O PT reivindicava o posto, uma vez que o PSB já teria a cabeça de chapa, enquanto Molon defendia seu nome entre os pessebistas.

Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar jurisprudência que permite candidaturas avulsas, o racha se tornou praticamente irreversível.

Não há outra forma de acomodação, já que o PSDB deve confirmar a indicação do vereador e ex-prefeito do Rio Cesar Maia como vice de Freixo, em mais um aceno do PSB ao centro.

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Agora, Ceciliano e Molon deverão correr em raias diferentes visando o voto da esquerda fluminense e do centro político. Como mostrou o blog em maio, a proximidade entre o petista e o governador Cláudio Castro (PL), além de outros políticos bolsonaristas, foi um dos ingredientes do cabo de guerra visto nos últimos meses.

Segundo pesquisa do Ipec divulgada na última quinta-feira, o senador candidato à reeleição Romário (PL) lidera a pesquisa com 30%, seguido de Marcelo Crivella, do Republicanos (11%); Molon (9%); Clarissa Garotinho, do União Brasil (6%); Daniel Silveira, do PTB (6%) e Ceciliano (4%).

Com as candidaturas de Molon e Ceciliano postas na rua, o grande desafio do PT e do PSB será garantir um desempenho capaz de superar Romário - por ironia, eleito pelo PSB em 2014 - e outros nomes à direita que tentam o apoio de Jair Bolsonaro, caso de Clarissa, Crivella e Silveira.

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