Apesar de ataques em Lviv, Brasil mantém equipe diplomática na cidade ucraniana

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Lviv, no oeste da Ucrânia, foi atacada na segunda-feira (18) pelas forças russas, em uma ação que deixou pelo menos sete mortos. Apesar da degradação da situação na região, o governo brasileiro, que havia transferido suas equipes de Kiev para esta cidade situada perto da fronteira com a Polônia, decidiu se manter no local por enquanto.

Desde o início da ofensiva russa, em 24 de fevereiro, essa cidade vinha sendo poupada. A tal ponto que ela se tornou base para muitas ONGs humanitárias, que ajudam os refugiados que se preparam para deixar o país pela fronteira polonesa, a apenas 70 km de distância.

Muitos veículos de comunicação também enviaram suas equipes para Lviv no começo do conflito em razão de sua posição privilegiada, às portas da União Europeia e relativamente segura. Funcionários do corpo diplomático de vários países, entre eles o Brasil, que tiveram que deixar Kiev às pressas diante das ameaças de ataques, também foram transferidos para Lviv, que fica a mais de 400 km da capital.

Mas desde meados de março, a questão da permanência na cidade é cada vez mais presente. Em 18 de março Lviv foi alvo de um ataque contra um hangar de reparação de aviões perto do aeroporto, em uma ação que não provocou vítimas. Em 13 de março, mísseis de cruzeiro russos atingiram uma importante base militar a 40 quilômetros da cidade, matando 35 pessoas e deixando outras 134 feridas. Em 26 de março, Lviv sofreu mais uma série de ataques lançados por Moscou, incluindo dois que deixaram cinco feridos e atingiram um depósito de combustíveis.

Parte das atividades diplomáticas do Brasil na Ucrânia já havia sido transferida para a Moldávia e alguns funcionários também respondem às solicitações de informações a partir da Polônia.


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