Apesar da chuva, turistas e comerciantes lotam Copacabana na virada

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Nem o mau tempo afastou turistas e comerciantes da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, um dos destinos mais procurados do Brasil para passar a virada. Enquanto uma chuva fina caía sobre a praia, banhistas mergulhavam no mar, e vendedores ambulantes vendiam bebidas e capas de chuva no calçadão.

Moradora de São Paulo, Diulia Soares, 24, disse que iria passar o Réveillon em Florianópolis, mas que decidiu mudar de ideia e não se arrepende da decisão. "Comigo não tem tempo ruim. A gente já está aqui, então não vamos ficar no hotel só por causa da chuva. A gente veio se divertir", contou a auxiliar administrativa, que passou a virada em Copacabana, onde houve 16 minutos de queima de fogos.

Esse ano, o espetáculo foi precedido por um manifesto da cantora Teresa Cristina. Ao todo, foram usadas 14 toneladas de explosivos, depositados em 10 balsas ao longo da orla.

Na avenida Atlântica, 25 torres de som tocaram música ambiente, cuja curadoria ficou a cargo do DJ MAM. Em razão da pandemia, não houve apresentações, como costuma ocorrer.

Para o Réveillon, a Secretaria de Ordem Pública montou um efetivo formado por 1.432 guardas municipais. A operação buscava fiscalizar irregularidades como o cercamento de faixas de areia por quiosques e fiscalizar restrições de estacionamento.

Pouco antes da virada, quatro pessoas foram esfaqueadas. Os feridos receberam atendimento em postos da Secretaria Municipal de Saúde instalados na orla e dois deles precisaram ser encaminhados para hospitais da cidade. Também houve relatos de tentativas de arrastão.

Taís Cassol, 30, veio do Rio Grande do Sul para passar o Réveillon no Rio e contou que as expectativas estavam altas apesar da chuva. "Acho que ela não vai estragar a virada. Nós estamos animadas para os fogos embora vá ser um ano atípico porque não vai ter show", disse a analista financeira. "O mau tempo não atrapalha."

O empresário Andrews Oliveira fez coro à opinião de Taís. "A gente está aqui e tem que aproveitar. Na segunda-feira, o ano começa e tem que trabalhar. Então, é importante aproveitar esse final de semana", disse ele, acrescentando que está apreensivo em razão das eleições de 2022.

"Vai ser um ano complicado por causa da política, mas a gente espera que as coisas melhorem. A gente depende muito mais do que a gente planta no dia a dia do que propriamente do cenário político."

No calçadão de Copacabana, Paulo Vitor, 29, aproveitava o mau tempo para vender capas de chuva. O vendedor ambulante disse que o Réveillon é uma boa oportunidade para aumentar os lucros. "Eu quero vender tudo para o ano já começar bem, com dinheiro no bolso. Como não teve nada, o ano passado foi muito fraco. Se tivesse show seria ótimo, mas só de ter os fogos esse ano já melhora."

O Réveillon do Rio foi cercado de idas e vindas em virtude da pandemia. Inicialmente, o prefeito da cidade, Eduardo Paes (PSD), havia anunciado que a festa estava cancelada. "Tomo a decisão com tristeza, mas não temos como organizar a celebração sem a garantia de todas as autoridades sanitárias", disse ele no começo de dezembro, em publicação no Twitter.

Dias depois, porém, ele recuou e disse que teria queima de fogos em Copacabana e em outros nove pontos da cidade. "O que nós tivemos como premissa é ter espetáculos de fogos de artifício que sejam visíveis de diversos pontos da cidade, porque queremos uma festa o mais democrática possível e nosso desejo é não ter muita concentração de pessoas em Copacabana", afirmou ele.

Para evitar lotação na praia na hora da virada, a Prefeitura criou uma série de restrições no trânsito. Às 19, houve bloqueio para a entrada de carros em Copacabana. Já às 20, teve início o bloqueio do transporte público. Às 22h, a restrição ao bairro foi total.

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