Apesar da vontade do Cruzeiro, permanência de Pedro Rocha é improvável

Pedro Rocha é visto como um jogador caro demais para o padrão financeiro que o Cruzeiro vai adotar na temporada 2020 (Fernando Moreno/AGIF)

O cenário atual aponta para a não permanência de Pedro Rocha no Cruzeiro. Apesar de o atacante de 25 anos já ter demonstrado o interesse de seguir na Toca da Raposa e o clube mineiro também desejar que seu camisa 32 continue em Belo Horizonte, os valores de uma possível negociação tornam improvável a permanência do atleta.

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Pedro Rocha chegou ao Cruzeiro em abril, emprestado pelo Spartak, da Rússia. Para contratar o atacante, a Raposa desembolsou 750 mil euros (R$ 3,2 milhões na cotação da época), além de arcar com os pagamentos do atacante. De acordo com o próprio clube, boa parte desses custos ficaram sob responsabilidade do patrocinador máster, o Banco Digimais, o que teria tornado a operação viável para o Cruzeiro.

Mas o cenário mudou bastante entre abril e novembro. O clube mergulhou numa de suas maiores crises em quase 100 anos de fundação. Denúncias de muitas irregularidades, falta de dinheiro, dirigentes de peso na atual administração deixaram o Cruzeiro e o time não rendeu em campo o que era esperado, tanto que briga contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, apesar da alta folha salarial.

Num primeiro momento, o Spartak não tem interesse de emprestar o jogador novamente. Portanto, para ficar com Pedro Rocha, o Cruzeiro teria de comprar o atacante. No entanto, os valores são algo completamente fora da realidade celeste na atualidade. Pedro Rocha foi vendido pelo Grêmio em 2017, por 12 milhões de euros (R$ 55 milhões na cotação atual). O clube russo deseja receber algo perto do que investiu para liberar Pedro Rocha definitivamente.

Há sete meses o Cruzeiro contou com o aporte do patrocinador máster para contratar Pedro Rocha. No entanto, a parceria com o Banco Digimais não rendeu nem perto do que era esperado. O patrocinador até vai seguir no clube, mas com um investimento bem inferior ao primeiro ano de contrato. Tanto que a marca da empresa deixará a posição atual na camisa do clube para ocupar o ombro. Em seu lugar entra o Supermercado BH, que já adiantou dinheiro para que a diretoria quitasse uma das folhas salariais que estavam atrasadas.

Além do valor do patrocinador máster, o Cruzeiro também já adiantou outras receitas, como cotas de televisão e até mesmo parte do dinheiro do contrato com o novo fornecedor de material esportivo. Em 2020 a camisa do clube será confeccionada pela Adidas, que já antecipou R$ 2,5 milhões ao clube mineiro, como revelou o Superesportes. Com um orçamento já apertado para o ano que vem, a diretoria da Raposa tem priorizado a manutenção de jogadores mais baratos, como o meia Maurício e o lateral direito Orejuela.

Outra possibilidade cogitada para a permanência de Pedro Rocha foi a troca de jogadores. Assunto comentado pelo então vice-presidente de futebol do Cruzeiro, Itair Machado, na época da contratação do atacante. Segundo o ex-dirigente celeste, o Spartak estava observado alguns jogadores do Cruzeiro e uma troca por Pedro Rocha poderia acontecer em 2020.

Com a mudança de direção e, principalmente, a maneira de fazer futebol, uma troca também é vista como algo improvável. Se nos últimos meses o Cruzeiro priorizou a contratação de medalhões e jogadores caros, com Zezé Perrella a história é diferente. O presidente do conselho deliberativo e gestor do futebol da Raposa já adiantou que vai repetir a fórmula dos anos em que foi presidente do clube, apostando em jogadores jovens e com alto potencial de venda. Portanto, trocar jogadores com bom valor de mercado por outro atleta é algo que Zezé Perrella não cogita, pelo menos não no cenário atual.

Veja mais sobre futebol mineiro no Blog de Victor Martins

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