Apesar de derrubata de veto ao auxílio dobrado para pais solteiros, governo não informa previsão para pagamento

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Mães que criam seus filhos sozinhas têm o direito a receber o auxílio emergencial do governo federal dobrado desde a criação do benefício, no ano passado. Mas o mesmo direito não foi garantido aos homens de famílias monoparentais na época, por conta de um veto de Jair Bolsonaro à proposta. A decisão do presidente foi derrubada em votação pelo Congresso Nacional no início deste mês, mas segue sem ser aplicada, e sem previsão para tal.

A derrubada do veto modifica, a princípio, a regra de pagamento das cinco primeiras parcelas do auxílio emergencial. Ou seja, os pais que criam seus filhos sozinhos deveriam ter recebido R$ 1.200 de auxílio, e não apenas R$ 600. Na soma, estaria pendente o pagamento de R$ 3 mil para cada homem nesta situação.

A extensão do auxílio emergencial, que distribuiu mais quatro parcelas de R$ 300 para os beneficiários em 2020 não era impactada pelo projeto de lei da deputada federal Fernanda Melchiona, que estendia o auxílio dobrado a esses homens. Já o auxílio deste ano foi criado através de Medida Provisória (MP), que ainda aguarda votação na Câmara dos Deputados e depois no Senado Federal. Portanto, as regras ainda podem mudar.

Procurado pelo EXTRA, o Ministério da Cidadania não respondeu se pagará os valores devidos de uma só vez, se fará o depósito de forma automática ou haverá um novo cadastro de pais solteiros, nem a previsão para o pagamento.

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