Apesar de desaceleração da queda de índices, Doria indica que SP pode migrar para fase menos restritiva

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*ARQUIVO* SÃO PAULO/ SP, BRASIL,  12.04.2021 - O governador João Doria. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO/ SP, BRASIL, 12.04.2021 - O governador João Doria. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador João Doria (PSDB) disse nesta quarta-feira (5) estar otimista para que o Plano São Paulo migre para uma fase menos restritiva a partir da semana que vem.

O assunto deve ser decidido na sexta-feira (7), quando o comitê de contingência contra o coronavírus se reunirá. Caso haja mudança, ela valerá a partir de segunda (10), diz Doria.

Na última semana, o governo prorrogou a fase de transição do Plano SP de contenção da pandemia de Covid-19 e estendeu o horário de funcionamento dos setores de comércio e serviços, que passaram a poder funcionar das 6h às 20h a partir de sábado (1º)

"Devo dizer, baseado nas informações do centro de contingência, que estamos otimistas com relação à evolução do processo, evolução positiva do Plano São Paulo, migrando talvez para uma fase menos restritiva. Mas isso só teremos confirmação de fato na sexta-feira com dados que serão avaliados pelo centro de contingência", disse Doria.

A afirmação do governador acontece apesar da redução na velocidade da queda de internações e mortes.

Já a média diária da semana de mortes passou de 636 para 628, uma queda de 1,3%.

A média de casos diária da semana aumentou, 2,5%, passando de 12.573 para 12.887. No entanto, esse índice é considerado menos confiável pelos especialistas.

Na semana passada, houve queda nos novos casos de Covid (-15,7%), nas internações (-6,8%) e nos óbitos (-21,8%).

João Gabbardo, do comitê, disse que indicadores não indicam necessidade de retrocesso no plano de transição. "Eles simplesmente mostram que houve uma redução na queda que nós estávamos apresentando. O que esses dados indicam e para que são extremamente importantes? Para que a população entenda que nós estamos ainda numa situação muito grave, que as medidas de distanciamento social são extremamente necessárias", disse.

Segundo ele, se as pessoas evitarem aglomerações, haverá melhores condições para que se continue no processo de enfrentamento "com o funcionamento das atividades numa forma segura, gradativa e retorno lento à normalidade"

Paulo Menezes, coordenador do comitê, afirmou que ainda está sendo analisada a tendência dos indicadores. "O fato de ter havido um aumento no número de casos ainda requer um exame mais profundo. Vocês sabem que existe por exemplo um atraso nas notificações de casos", disse Menezes.

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