Apesar de patamar elevado de casos de Covid, Plano SP será flexibilizado em 1º de junho

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL, 01-04-2020 - Avenida 9 de Julho. (Foto: Ronny Santos/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL, 01-04-2020 - Avenida 9 de Julho. (Foto: Ronny Santos/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo João Doria (PSDB) anunciou nesta quarta-feira (19) que a fase de transição do Plano SP seguirá até 31 de maio e, a partir de 1º de junho, terá início uma nova fase do plano, com ampliação do horário de funcionamento das atividades econômicas até as 22h e maior de ocupação dos estabelecimentos, de 60%.

A partir de 24 de maio, a capacidade dos estabelecimentos, hoje em 30%, passará para 40%.

O governo admite que o estado de São Paulo continua num patamar elevado da doença, com aumento de casos, mas diz acreditar que o comportamento das pessoas e a vacinação podem fazer com que os índices caiam após cerca de 30 dias.

Paulo Menezes, do centro de contingência, definiu as mudanças como um "avanço cuidadoso e progressivo". Ele disse que nas últimas seis semanas houve redução importante em transmissões e que estamos em um momento de estabilização, embora haja aumento de casos e internações.

A nova fase, diferente das anteriores, não teve nenhum nome ou cor. "A nova fase não é nada parecida com verde. Se fosse dar uma cor, diria que é mais parecido com amarelo, no sentido de que nós temos capacidade limitada nos estabelecimentos e horário de funcionamento até as 22h", disse.

Ele citou a importância da vacinação para a melhora nos índices. Segundo o governo, 21% da população adulta está vacinada.

"Em janeiro, as pessoas com 70 anos ou mais representavam 35% de todas as internações. Em abril, esse número caiu para 20,4%. Em UTI, as pessoas com 70 anos ou mais representavam 37%; em abril, 21%", disse Menezes.

João Gabbardo, também do centro de contingência, também lembrou que os patamares do vírus ainda são elevados, mas disse que o prognóstico será positivo se houver alto índice de uso de máscaras e se as pessoas vacinadas mantiverem os cuidados.

Questionado se agora é a hora certa para fazer reabertura, Gabbardo afirmou que a previsão é de um pequeno aumento que não chegará próximo da fase mais dura da pandemia.

"Acreditamos que ainda nos próximos 15 ou 30 dias no máximo nós vamos conviver com números elevados. Não são números próximos do que tínhamos na fase mais aguda, mas vamos manter um número elevado. Depois, vamos enfrentar uma redução pelo efeito da vacina", disse Gabbardo.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, afirmou que haverá eventos teste em junho, com controle de público, testagem e monitoramento em ambientes controlados. Os detalhes serão anunciados nas próximas semanas.

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